Atleta morre atropelado durante corrida em SP; motorista foge
Atleta morre atropelado durante corrida em SP; motorista foge

A Polícia Civil de Itararé (SP) instaurou inquérito para investigar a morte do atleta André de Melo Gallo, de 52 anos, atropelado por uma caminhonete enquanto fazia uma corrida de rua em Bom Sucesso de Itararé, no interior paulista, no domingo (5). O motorista fugiu do local e não havia sido encontrado até a última atualização desta reportagem.

Detalhes do acidente

O acidente ocorreu na tarde de sábado (4), quando André corria em uma via pública. Ele foi atingido por uma caminhonete e, apesar de ter recebido primeiros socorros de testemunhas, foi levado a uma unidade de saúde municipal. Devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser transferido para a Santa Casa de Itapeva, onde morreu durante a madrugada de domingo (5).

A Polícia Militar foi acionada e constatou que o motorista havia fugido. Até o momento, não há informações sobre a identidade do condutor ou se o veículo foi localizado. O caso foi registrado como fuga de local de acidente e homicídio culposo na direção de veículo automotor na delegacia de Itararé.

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Perfil do atleta

André, que trabalhava como forneiro em uma empresa de Pilar do Sul (SP) há cerca de 30 anos, era apaixonado por corridas de rua. Segundo o irmão, Edgar Gallo, ele treinava diariamente, independentemente do clima, e participava de competições nos fins de semana. "Ele chegava do trabalho e não tinha dia, hora, chuva ou sol. Ele treinava todos os dias e em quase todos os fins de semana. Meu irmão ia para todas as provas e sempre ganhava um troféu e uma medalha. Sempre de primeiro, segundo e terceiro lugar", contou Edgar ao g1.

André era fundador da Equipe Gallo e considerado um dos maiores incentivadores das corridas de rua na região. A Prefeitura de Bom Sucesso de Itararé emitiu nota de pesar, definindo o atleta como um "guerreiro" que levou o nome da cidade para toda a região "com garra, determinação e humildade".

Repercussão e legado

O irmão Edgar, que mora em Itapeva (SP), a cerca de 60 km de Bom Sucesso de Itararé, recebeu a notícia à distância e correu para o hospital. "Deixaram eu entrar só depois que eles terminaram os primeiros curativos. Foi triste demais ver ele daquele jeito. Eu corri ao hospital assim que soube do que havia acontecido com o meu irmão. A reação foi a pior do mundo", descreveu.

André era casado desde 1996 e deixou a esposa e três filhos (duas mulheres e um homem). O casal completaria 30 anos de casados em 2026. "Ele era uma pessoa muito compromissada com o trabalho dele. O emprego ajudava muito ele na questão do esporte. Ele recebia apoio de lá e, também, da prefeitura. Os colegas motivavam bastante e ele amava o que fazia", acrescentou Edgar.

O atleta era conhecido na cidade por sua sociabilidade e por nunca se envolver em confusões. "André era uma pessoa conhecida na cidade e que nunca teve problema com ninguém. Nunca deu um tapa na cara de ninguém. Era católico e frequentava a igreja semanalmente. Não gostava de encrenca e era uma pessoa muito sociável. Muito batalhador", completou o irmão.

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