Produtores rurais de São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense, estão em alerta após uma série de ataques a animais domésticos e de produção registrados em diferentes localidades da zona rural do município. Durante o mês de julho, proprietários encontraram animais mortos com ferimentos severos, o que tem causado prejuízos e preocupação entre quem vive da atividade rural.
Regiões afetadas e características dos ataques
Os casos foram registrados em regiões como Imburi, Esquina, São Domingos, Aroeira, Ponte Moenda, Santa Clara e Bote. Segundo relatos dos produtores, os ataques vêm ocorrendo há cerca de uma semana. Os animais foram encontrados já sem vida, com marcas de mordidas principalmente no focinho, no pescoço e nas orelhas. Em alguns casos, também foram observados ferimentos profundos em outras partes do corpo.
Suspeita de felino de grande porte
As características dos ferimentos levantam a suspeita de que os ataques tenham sido provocados por um felino. No entanto, até o momento, não há confirmação sobre a espécie responsável. O médico-veterinário Gabriel Bui Teixeira explica que a forma como os ataques ocorreram indica a ação de um predador de maior porte. “Pelas pegadas, pela forma do ataque e pelo jeito que ele trabalha, ele desloca, faz com que o animal não consiga andar para depois finalizar o animal”, afirmou.
Orientações do veterinário
Diante da recorrência dos ataques, o veterinário orienta os produtores a reforçarem as medidas de proteção dos rebanhos e evitarem qualquer tentativa de capturar o animal. “As dicas que passamos para esses proprietários são instalar câmeras, reforçar a cerca, evitar que o animal fique preso à noite e não tentar capturar o animal. Vá para um lugar seguro, registre com foto ou vídeo e encaminhe para o órgão competente, para que seja possível fazer a captura desse animal e retirá-lo do município”, orientou.
Recomendações oficiais
Em comunicado divulgado aos moradores da zona rural, a recomendação é que os produtores: reforcem cercas, currais e galinheiros, principalmente durante a noite; evitem deixar animais soltos no período noturno; instalem câmeras de monitoramento, se possível; fiquem atentos a pegadas, rastros e outros sinais da presença do animal; em caso de novos ataques, façam registros com fotos ou vídeos apenas se houver segurança para isso; e não tentem perseguir, capturar ou enfrentar o animal.
A orientação é que qualquer nova ocorrência seja comunicada imediatamente à Guarda Ambiental pelo telefone (22) 99892-5175, para que o caso seja acompanhado pelos órgãos competentes e a espécie responsável possa ser identificada.



