Apreensão de linha chilena em Macapá após morte por cerol
Apreensão de linha chilena em Macapá após morte

Pelo menos dez carretéis de linha chilena foram apreendidos na noite de segunda-feira (20), na Fortaleza de São José, no centro de Macapá. O material, usado para soltar pipa, é proibido por oferecer risco à população. A Guarda Civil Municipal fez a apreensão durante patrulhamento no ponto turístico.

Risco à população e fiscalização

A área é movimentada e usada para soltar pipas, mas a recomendação é não utilizar linhas cortantes. O material apreendido foi levado para o comando da Guarda Municipal. A apreensão ocorre após um acidente fatal registrado no estado.

Morte por linha com cerol

No dia 30 de junho, uma pessoa morreu no Amapá após ser atingida por linha com cerol. Em Santana, o motociclista Cleuson Andrade Viana, de 39 anos, morreu ao ser atingido no pescoço por uma linha com cerol enquanto trafegava pela avenida Santana. Cleuson foi levado ao hospital, mas não resistiu. O acidente aconteceu por volta das 18h20 e ele morreu cerca de meia hora depois. Imagens mostram o motociclista tentando estancar o sangue no pescoço. Segundo a Polícia Militar (PM), quando os agentes chegaram, Cleuson já estava a caminho do hospital. No trajeto, sofreu hemorragia pela boca e pelo nariz.

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Crimes e responsabilização

Quem utiliza cerol ou linha chilena pode responder por lesão corporal — leve, grave ou gravíssima — e até por homicídio, dependendo do resultado. Além da esfera criminal, há também a responsabilidade civil. Quem causa prejuízo a terceiros pode ser obrigado a indenizar os danos. Os pais também podem ser responsabilizados por omissão caso os filhos provoquem acidentes. A fabricação, distribuição e venda de linha chilena e cerol são proibidas por leis estaduais e municipais. O material pode ser apreendido e comerciantes punidos.

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