Um açougue localizado no bairro Bom Jardim, em Campo Grande (MS), foi interditado nesta quinta-feira (9) após a apreensão de 475,9 quilos de produtos cárneos. A ação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), em conjunto com fiscais da Vigilância Sanitária Municipal e do Serviço de Inspeção Municipal (SIM).
Denúncia anônima desencadeou fiscalização
A fiscalização teve início após uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria da Polícia Civil, que apontava a venda de carne de origem clandestina e produtos vencidos no estabelecimento. Durante a inspeção, no entanto, os fiscais não encontraram carne clandestina nem alimentos fora do prazo de validade.
Irregularidades constatadas
Apesar disso, a equipe constatou que o açougue produzia linguiças, realizava desossa e moagem de carnes sem registro e autorização do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Também foram encontrados produtos manipulados, como carne de sol, à venda sem a regularização exigida. Além disso, foram identificadas irregularidades nas condições de higiene e conservação, incluindo linguiças sem rótulo, carnes congeladas sem embalagem ou identificação, uma câmara fria com problemas de limpeza e conservação, e alimentos frescos armazenados junto com produtos em descongelamento, sem controle técnico. A sala de manipulação apresentava problemas estruturais, como a tampa de acesso à rede de esgoto instalada no próprio ambiente de produção.
Produtos apreendidos e descartados
Foram apreendidos e posteriormente descartados 76,8 kg de carne de frango e miúdos, 116,9 kg de linguiças bovinas e de frango, 24,2 kg de ossos com tutano, 110,4 kg de carne bovina, 86 kg de fígado e coração bovinos, 27 kg de carne de sol, 9,3 kg de pescado e 25,3 kg de carnes sem identificação, totalizando 475,9 kg.
Consequências legais
Segundo a Polícia Civil, o gerente e o responsável técnico do açougue poderão responder, ao fim das investigações, pelo crime de vender, manter em depósito ou expor à venda produtos impróprios para o consumo. O caso segue em investigação.



