Policiais civis do Acre têm 3º pior salário do país, aponta FBSP
Acre: 3º pior salário de policial civil do país

Os policiais civis do Acre recebem o terceiro menor salário bruto do país, conforme estudo divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta terça-feira (4). O rendimento médio da categoria no estado é de R$ 13.081,94, valor que considera delegados, escrivães e investigadores. Esse montante fica R$ 2.430,58 abaixo da média nacional, que é de R$ 15.512,52.

Comparação nacional e extremos salariais

O Amazonas lidera o ranking de melhor remuneração para policiais civis, com salário bruto médio de R$ 26.824,02. Na outra ponta, além do Acre, os menores salários estão em Minas Gerais (R$ 12.195,03) e Paraíba (R$ 12.894,22). A diferença entre o melhor e o pior salário chega a R$ 14.628,99.

Por cargo, os delegados da Polícia Civil do Acre têm remuneração bruta média de R$ 31.040,45 e líquida de R$ 18.052,07, valor ligeiramente acima da média nacional para a função, que é de R$ 30.890,05. Já os escrivães recebem em média R$ 11.941,49 brutos e R$ 6.495,24 líquidos, abaixo da média brasileira de R$ 12.918,66. Os investigadores ganham R$ 11.424,84 brutos e R$ 6.256,05 líquidos, enquanto a média nacional para a carreira é de R$ 13.695,65.

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Déficit de efetivo e impacto na investigação

O estudo também revela um déficit significativo de servidores na Polícia Civil do Acre. Atualmente, a corporação conta com 994 policiais na ativa, enquanto o número previsto seria de 1.750 vagas. Isso representa um déficit de 756 servidores, ou seja, apenas 56,8% do efetivo planejado, índice ligeiramente acima da média nacional, que é de 55,2%.

Segundo o FBSP, esse cenário pode provocar sobrecarga das equipes, acúmulo de inquéritos e dificuldades para o desempenho das atividades de investigação criminal e de polícia judiciária. Os números detalhados mostram: 809 investigadores/agentes, 100 escrivães e 85 delegados.

Efetivo policial no Acre e ausência de guarda municipal

O Acre é, ao lado do Distrito Federal, a única unidade da federação que não possui guarda municipal, de acordo com a edição 2026 do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, também divulgada pelo FBSP. Enquanto a maioria dos estados e municípios ampliou os efetivos dessas corporações, o Acre segue sem nenhuma guarda municipal instituída.

Em contrapartida, quando analisada a proporção de profissionais por mil habitantes, o Acre supera a média nacional. O estado registra 2,7 policiais militares por mil habitantes, ante 1,9 da média brasileira. Entre os bombeiros militares, a taxa é de 0,8 por mil habitantes, contra 0,3 nacional. Já a Polícia Civil possui 1,1 policial por mil habitantes, índice superior à média do país, que é de 0,5.

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