O número de acidentes envolvendo motos e bicicletas elétricas no Brasil atingiu níveis alarmantes em 2025. Dados do Ministério da Saúde indicam que as ocorrências cresceram 40% em relação ao ano anterior, totalizando mais de 12 mil mortes. A maioria dos acidentes ocorre em áreas urbanas, com destaque para capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Principais causas dos acidentes
Entre os fatores que contribuem para o aumento dos sinistros estão a falta de infraestrutura adequada para veículos elétricos, o desrespeito às leis de trânsito e a ausência de capacitação específica para condutores. Muitos acidentes envolvem colisões com carros, quedas por irregularidades no asfalto e atropelamentos de pedestres.
Perfil das vítimas
As vítimas fatais são predominantemente homens jovens, entre 18 e 34 anos. No entanto, o número de mulheres envolvidas em acidentes também cresceu 25% no último ano. Especialistas apontam que a popularização dos veículos elétricos, especialmente entre entregadores de aplicativos, aumentou a exposição ao risco.
Medidas de segurança recomendadas
- Uso obrigatório de capacete e equipamentos de proteção.
- Manutenção periódica dos freios e pneus.
- Respeito aos limites de velocidade e sinalização.
- Cursos de direção defensiva para condutores de veículos elétricos.
Ações do governo
O governo federal anunciou um pacote de medidas para reduzir os acidentes, incluindo a criação de ciclovias exclusivas e a fiscalização mais rigorosa do uso de equipamentos de segurança. Além disso, campanhas educativas serão veiculadas em rádio e televisão. Estados como São Paulo já implementaram leis que exigem registro e emplacamento de bikes elétricas.
Impacto na saúde pública
O sistema de saúde pública tem sofrido com o aumento das internações por trauma decorrentes de acidentes com motos e bikes elétricas. Hospitais de referência relatam superlotação nas emergências ortopédicas. O custo médio de um atendimento de urgência para vítimas desses acidentes é de R$ 5 mil, gerando um impacto bilionário aos cofres públicos.
Especialistas defendem a integração de políticas de mobilidade urbana sustentável com a segurança viária, priorizando a proteção dos usuários mais vulneráveis. A conscientização da população é vista como ferramenta essencial para reverter o cenário atual.



