A terceira fase da Operação Escudo Feminino começou nesta quinta-feira (18) em Santarém, no oeste do Pará, mobilizando forças de segurança para intensificar o enfrentamento à violência contra a mulher. A ação foca na fiscalização do cumprimento de medidas protetivas, acolhimento às vítimas e fortalecimento da rede de proteção no município.
Resultados das fases anteriores
Nas duas primeiras fases, realizadas em abril e maio, a operação resultou em 64 prisões e mais de 3,6 mil atendimentos a mulheres em todo o estado. Esses números reforçam a importância da iniciativa, segundo o coronel Rodrigo Aleixo, comandante do Comando de Policiamento Regional I (CPR-I).
Ações em Santarém
Logo nas primeiras horas do dia, equipes das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e demais órgãos vinculados à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) iniciaram as atividades. O trabalho inclui visitas domiciliares para verificar a segurança das mulheres com medidas protetivas e o cumprimento das determinações judiciais pelos agressores.
A operação também prevê reforço do atendimento nas unidades policiais para registro de ocorrências, rondas ostensivas e orientações sobre a plataforma “SOS Mulher 190”, ferramenta que permite acionamento rápido das forças de segurança em situações de risco.
Depoimentos e abordagem humanizada
Segundo a delegada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Márcia Rabelo, a iniciativa busca ampliar a presença do Estado junto às vítimas e garantir que as medidas de proteção sejam efetivamente cumpridas. “A Operação Escudo Feminino tem como principal objetivo demonstrar que a segurança pública vai além do policiamento ostensivo, envolvendo também acolhimento, acompanhamento e suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade”, disse.
Em Santarém, a operação ganha caráter ainda mais humanizado. Durante as visitas, as equipes acompanham de perto a realidade das vítimas, verificam o cumprimento das decisões judiciais e oferecem encaminhamento para serviços de apoio psicológico e social. A proposta é fortalecer a rede de proteção e ampliar ações preventivas para evitar novos casos de violência.
Colaborou Jampierre Martins/ TV Tapajós



