A Prefeitura de Varginha decretou situação de emergência em saúde pública devido ao aumento expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O documento foi divulgado nesta sexta-feira (8) e tem validade de até 120 dias.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a medida permite a contratação emergencial de profissionais e a adoção de ações mais rápidas para evitar a sobrecarga do sistema de saúde. Dados da UPA indicam que, a partir da segunda quinzena de abril, houve um crescimento acentuado nos atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, com a maioria dos casos envolvendo crianças de até 9 anos.
O secretário municipal de Saúde, Heron Martins, afirmou que os atendimentos por síndromes respiratórias na UPA aumentaram 30% em comparação com o mesmo período do ano passado. Apenas na primeira semana de maio, o crescimento foi de 35% em relação à primeira semana de abril. “Nós já temos uma tendência de aumento e uma perspectiva ainda maior agora com a chegada do inverno”, explicou.
O decreto facilita a organização da rede municipal de saúde, incluindo contratações emergenciais para a UPA, unidades básicas e vigilância epidemiológica, além da possibilidade de ampliação de leitos hospitalares. “O decreto permite ao município ter acesso a contrapartidas de recursos federais e estaduais”, disse Martins.
Entre as ações previstas estão a contratação de mais pediatras, reforço de profissionais em horários noturnos, ampliação do atendimento nas unidades de saúde para casos leves e aumento da equipe de vacinação. A cobertura vacinal contra a gripe em Varginha está em 35%, considerada baixa pela Secretaria de Saúde. O secretário reforçou a importância da vacinação e de medidas como etiqueta respiratória e uso de máscara por pessoas doentes.



