O governo brasileiro suspendeu a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de 42 episódios de reações adversas severas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a precaução é a melhor medida diante dos eventos adversos, que incluem duas mortes ainda sob investigação.
Suspensão preventiva
De acordo com Padilha, a decisão de suspender a aplicação do imunizante foi tomada como forma de proteger a população. Ele destacou que, embora a vacina tenha sido aplicada em aproximadamente 500 mil pessoas, os casos de reações mais severas acenderam um alerta. As duas mortes suspeitas estão sendo analisadas para determinar se há relação com a vacinação.
Vacina no SUS
A vacina do Butantan faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2023 e oferece proteção contra os quatro sorotipos da dengue. Ela foi distribuída em algumas cidades brasileiras e também aplicada em profissionais de saúde. O ministro recomenda que pessoas vacinadas recentemente fiquem atentas a sintomas como febre alta, dores no corpo e manchas na pele, e busquem atendimento médico se necessário.
Prevenção continua
Apesar da suspensão, o Ministério da Saúde reforça que a principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Medidas como evitar água parada, usar repelentes e telas de proteção são essenciais para reduzir a incidência da doença.
Investigação em andamento
Os 42 casos de reações severas estão sendo monitorados por equipes de saúde. A Anvisa e o Instituto Butantan colaboram nas investigações para esclarecer as causas dos eventos. O governo promete transparência e atualizações constantes sobre o caso.



