Suplemento proibido pela Anvisa segue em promoção em sites de venda
Suplemento proibido pela Anvisa segue à venda online

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de um suplemento termogênico popular, mas o produto continua sendo anunciado e comercializado em diversos sites de venda, conforme apurou a coluna.

Produto banido permanece à venda

O suplemento, cujo nome não foi divulgado pela reportagem, teve sua comercialização suspensa por determinação da Anvisa após a identificação de irregularidades na composição. A agência detectou a presença de substâncias não autorizadas, que podem representar riscos à saúde dos consumidores. A proibição foi publicada no Diário Oficial da União e vale para todo o território nacional.

Apesar da decisão regulatória, o produto ainda é encontrado em plataformas de e-commerce e redes sociais. A coluna verificou que ao menos três sites mantêm o suplemento em promoção, com descontos que chegam a 30%. Um dos anúncios afirma que o produto "queima gordura de forma acelerada" e "aumenta a energia", em desacordo com a proibição vigente.

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Riscos à saúde e fiscalização

Segundo a Anvisa, a ingestão do suplemento pode causar efeitos colaterais como taquicardia, insônia, ansiedade e problemas cardiovasculares. A agência informou que está intensificando a fiscalização e que os sites que insistem na venda irregular podem ser multados e até mesmo bloqueados.

"A Anvisa adotou as medidas cabíveis, mas a capilaridade da internet dificulta o controle imediato. Reforçamos que os consumidores não adquiram produtos com comercialização proibida e denunciem irregularidades pelo canal oficial", afirmou a assessoria da agência.

Reincidência e desafios do comércio eletrônico

Esta não é a primeira vez que a Anvisa enfrenta dificuldades para coibir a venda de produtos proibidos online. Em 2025, a agência já havia suspendido a comercialização de outros dois suplementos similares, que continuaram sendo ofertados em sites de venda por semanas após a proibição.

Especialistas apontam que a falta de integração entre os sistemas de fiscalização e as plataformas de e-commerce contribui para a persistência do problema. "Enquanto a notificação não chegar aos marketplaces, o produto pode seguir sendo vendido. É uma corrida contra o tempo", explica o advogado especialista em direito do consumidor Carlos Mendes.

A coluna entrou em contato com os sites que comercializam o suplemento, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

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