A síndrome do túnel do carpo pode evoluir de forma silenciosa, sem que o paciente perceba o agravamento do quadro. De acordo com o neurocirurgião Dr. Carlos Alberto, especialista em cirurgia da mão, cerca de 30% dos casos diagnosticados já apresentam comprometimento neurológico significativo no momento da primeira consulta.
O que é a síndrome do túnel do carpo?
A condição ocorre quando o nervo mediano, que passa pelo túnel do carpo no punho, é comprimido. Isso pode causar dormência, formigamento e fraqueza na mão, especialmente nos dedos polegar, indicador, médio e metade do anelar. A síndrome é mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos e em pessoas que realizam movimentos repetitivos com as mãos.
Sintomas e progressão
Os sintomas iniciais podem ser leves, como formigamento noturno que melhora ao sacudir a mão. No entanto, com o tempo, a compressão pode levar à perda de sensibilidade e atrofia dos músculos da base do polegar. Segundo o Dr. Carlos Alberto, “muitos pacientes ignoram os sintomas iniciais, atribuindo-os a cansaço ou má postura, e só buscam ajuda quando a fraqueza já está instalada”.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por exames de eletroneuromiografia. O tratamento varia conforme a gravidade: desde mudanças ergonômicas e uso de órteses até cirurgia para descompressão do nervo. A cirurgia é recomendada quando há perda de força ou falha do tratamento conservador.
Estudos indicam que a cirurgia tem sucesso em mais de 90% dos casos, com recuperação completa da função da mão. No entanto, o Dr. Carlos Alberto ressalta: “O ideal é tratar precocemente, antes que ocorra lesão irreversível do nervo”.
Prevenção
A prevenção inclui pausas durante atividades repetitivas, alongamentos e ajustes ergonômicos no trabalho. Pessoas com diabetes, obesidade ou artrite reumatoide têm maior risco e devem estar atentas aos sinais.
Em resumo, a síndrome do túnel do carpo não deve ser subestimada. O acompanhamento médico regular é essencial para evitar complicações permanentes.



