Principais sinais de alerta do câncer colorretal
O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, é atualmente o tipo mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença é responsável por mais de 23 mil mortes por ano no país. Apesar de ser silenciosa nos estágios iniciais, ela costuma dar sinais antes de avançar. No entanto, pesquisas mostram que boa parte da população ignora esses sintomas, dificultando o tratamento.
Os principais sintomas incluem: sangue nas fezes, sangramento retal, diarreia frequente, constipação, fezes afinadas por vários dias, perda de peso sem motivo aparente, cólicas ou dor abdominal persistente e anemia sem causa identificada. Reconhecer esses sinais é decisivo para um diagnóstico precoce.
Crescimento dos casos e impacto em jovens
Quase 2 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer colorretal anualmente no mundo, sendo o terceiro tipo mais comum. No Brasil, o Inca aponta que o câncer colorretal responde por 10% dos novos casos registrados entre homens e mulheres, e a incidência vem crescendo.
Embora a maioria dos diagnósticos ainda ocorra em pessoas com mais de 50 anos, os últimos anos mostram um aumento alarmante entre jovens. Os pesquisadores atribuem esse avanço ao estilo de vida cada vez mais insalubre adotado por essa faixa etária.
Hábitos que ajudam a reduzir o risco
Especialistas afirmam que o câncer de intestino está ligado ao estilo de vida. Seis hábitos são considerados eficazes para diminuir as chances de desenvolver a doença:
- Alimentação equilibrada: um prato dividido em quatro partes — arroz e feijão ou macarrão, carne magra do tamanho da palma da mão, verduras e legumes.
- Controle do peso: a obesidade é um dos principais fatores de risco.
- Atividade física regular: entre 40 minutos e uma hora de caminhada por dia fazem diferença.
- Não fumar e evitar excesso de álcool: substâncias presentes favorecem mutações celulares.
- Hidratação adequada: no Brasil, a recomendação chega a 3 litros de líquidos por dia, variando conforme peso e atividade física.
- Evacuação regular: o ideal é não passar de 48 horas sem evacuar, pois as fezes carregam substâncias cancerígenas que não devem ficar em contato prolongado com a mucosa intestinal.
A esses hábitos, especialistas somam a orientação de procurar atendimento médico assim que os primeiros sintomas aparecerem.
Diagnóstico e teste FIT no SUS
O diagnóstico do câncer colorretal tem sido um desafio. Uma pesquisa do A.C. Camargo mostra que 9% dos entrevistados já perceberam sangue nas fezes, mas quase metade não procurou atendimento médico. A cantora Preta Gil, por exemplo, relatou ter enfrentado prisão de ventre, fezes achatadas com sangue e muco, e só buscou ajuda após um sangramento intenso. A primeira tomografia já revelou um tumor de seis centímetros.
No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou um novo protocolo nacional de rastreamento para o SUS. O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres sem sintomas entre 50 e 75 anos. O FIT detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, invisíveis a olho nu, que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores. A tecnologia usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, tornando o resultado mais preciso que os exames antigos.



