O cantor Roberto Carlos, de 85 anos, passará por uma cirurgia de vesícula minimamente invasiva nos próximos dias. O procedimento, chamado colecistectomia por videolaparoscopia, é considerado seguro e frequente, segundo informações divulgadas pela assessoria do artista.
O que é a cirurgia de vesícula?
A vesícula biliar é um pequeno órgão localizado abaixo do fígado, responsável por armazenar a bile produzida pelo fígado. A cirurgia para retirada da vesícula, conhecida como colecistectomia, é indicada em diversas situações, como colecistite aguda (inflamação), presença de pedras (cálculos biliares), pólipos, discinesia biliar (disfunção do órgão) ou câncer.
No caso de Roberto Carlos, a técnica escolhida foi a videolaparoscopia, que utiliza pequenas incisões e uma câmera para guiar o procedimento. Essa abordagem minimamente invasiva oferece vantagens como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor tempo de internação.
Quando a colecistectomia é indicada?
A indicação mais comum é a presença de cálculos biliares sintomáticos, que podem causar dor abdominal intensa, náuseas e vômitos. A colecistite aguda, inflamação da vesícula geralmente causada por pedras, também exige cirurgia urgente em muitos casos. Pólipos maiores que 1 cm ou com suspeita de malignidade, discinesia biliar confirmada por exames e tumores são outras indicações.
Segundo a assessoria de Roberto Carlos, o cantor está bem e o procedimento foi planejado com antecedência. A cirurgia deve ocorrer nos próximos dias em um hospital de São Paulo.
Como é a recuperação e a vida sem vesícula?
A recuperação da videolaparoscopia costuma ser rápida. A maioria dos pacientes recebe alta em 24 horas e retorna às atividades normais em uma a duas semanas. A vida sem a vesícula segue normalmente, pois o órgão não é essencial para a digestão. A bile passa a fluir diretamente do fígado para o intestino delgado.
Algumas pessoas podem apresentar adaptações digestivas temporárias, como diarreia ou dificuldade para digerir alimentos gordurosos, mas esses sintomas geralmente desaparecem com o tempo. Mudanças na dieta, como evitar frituras e refeições muito pesadas, podem ajudar na transição.
Riscos e segurança do procedimento
A colecistectomia laparoscópica é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados no mundo e tem baixa taxa de complicações. Os riscos incluem infecção, sangramento, lesão de vias biliares ou de órgãos vizinhos, mas são raros. A escolha por um cirurgião experiente e um hospital com boa estrutura reduz ainda mais esses riscos.
Roberto Carlos, que já passou por outras cirurgias ao longo da vida, como uma ponte de safena em 2019, está sob cuidados de uma equipe médica especializada. A expectativa é de que ele se recupere bem e possa retomar sua rotina em breve.



