Quebec, no Canadá, tornou-se a capital mundial da morte assistida. A cidade foi pioneira na legalização do procedimento no país em 2015 e hoje é referência global. Em apenas uma década, Quebec lidera o ranking de mortes assistidas, desafiando valores católicos e levantando um intenso debate ético.
Integração ao sistema público de saúde
O fenômeno foi impulsionado pela integração da prática ao sistema público de saúde e pelo forte apoio popular. Atualmente, 8% das mortes em Quebec são assistidas, um número que surpreende e provoca reflexões sobre o direito a uma morte digna.
Transformação social
A legalização reflete uma transformação social significativa. A prática, antes vista com ressalvas, é agora encarada por muitos como uma forma digna de encerrar a vida, especialmente em casos de sofrimento insuportável.
Desafios éticos
Apesar do apoio, a morte assistida em Quebec levanta questões éticas e sociais. A Igreja Católica, com forte presença na região, posiciona-se contra a prática, gerando um embate entre valores religiosos e autonomia individual.
Especialistas apontam que o modelo quebequense pode servir de exemplo para outros países que debatem a legalização da eutanásia. No entanto, alertam para a necessidade de protocolos rigorosos para evitar abusos.
Com o crescimento do número de mortes assistidas, Quebec se consolida como um laboratório global para o estudo dos impactos sociais, éticos e médicos da prática.



