No projeto Vida Boa, o especialista Eduardo Rauen responde a dúvidas dos leitores sobre o consumo de alimentos ultraprocessados, especialmente os embutidos como presunto e salame. A pergunta central é: esses produtos podem ser considerados na cota diária de proteína? A resposta envolve uma análise cuidadosa dos riscos e benefícios.
O que são alimentos ultraprocessados?
Alimentos ultraprocessados passam por diversas etapas industriais, com adição de conservantes, corantes, aromatizantes e outros aditivos. Exemplos incluem presunto, salame, salsicha, nuggets, lasanhas prontas e até mesmo whey protein. Embora ofereçam proteína, seu consumo deve ser moderado devido aos potenciais danos à saúde.
Presunto e salame: proteína com ressalvas
Os embutidos, como presunto e salame, são fontes de proteína, mas também contêm altos teores de sódio, gorduras saturadas e conservantes. Estudos associam o consumo frequente desses produtos a maior risco de doenças cardiovasculares, obesidade e alguns tipos de câncer. Por isso, o especialista recomenda priorizar fontes naturais de proteína, como carnes magras, ovos e leguminosas.
Whey protein: ultraprocessado útil em contextos específicos
O whey protein é um suplemento proteico obtido do soro do leite, classificado como ultraprocessado. No entanto, em situações de necessidade aumentada de proteína, como em atletas ou pessoas em recuperação muscular, seu uso pode ser benéfico, desde que orientado por profissional de saúde.
Iogurte de coco: processado ou ultraprocessado?
A classificação do iogurte de coco depende dos ingredientes. Se contiver apenas leite de coco e fermentos, é considerado processado. Já se incluir espessantes, açúcares adicionados e aromatizantes, torna-se ultraprocessado. A dica é verificar o rótulo e optar por versões mais simples.
Lasanha pronta: exemplo clássico de ultraprocessado
Lasanhas congeladas ou prontas para consumo são tipicamente ultraprocessadas, com alta quantidade de sódio, gorduras e aditivos. Seu consumo esporádico não é problemático, mas não deve substituir refeições preparadas com ingredientes frescos.
Conclusão do especialista
Eduardo Rauen enfatiza que os alimentos ultraprocessados são inferiores nutricionalmente às suas versões não ultraprocessadas. Para uma dieta equilibrada, é fundamental priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, reservando os ultraprocessados para ocasiões eventuais.



