O ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, voltou a respirar com a ajuda de aparelhos após apresentar um quadro de infecção pulmonar. Internado desde o dia 20 de julho no Hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro, ele passou por uma piora no estado de saúde e precisou de suporte ventilatório.
Quadro clínico e tratamento
De acordo com o boletim médico divulgado nesta quarta-feira, Parreira apresenta uma infecção pulmonar que exigiu a reintrodução da ventilação mecânica. O ex-treinador já havia utilizado o suporte anteriormente, mas havia apresentado melhora. Agora, os médicos optaram por retomar o procedimento para garantir a oxigenação adequada.
"O paciente Carlos Alberto Parreira segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Quinta D'Or, em tratamento de infecção pulmonar, necessitando de suporte ventilatório. Seu quadro clínico é estável, mas requer cuidados intensivos", informou a unidade de saúde em comunicado.
Histórico de saúde
Parreira foi internado inicialmente para tratar uma pneumonia e, desde então, seu estado tem oscilado entre melhora e piora. O ex-técnico, que comandou a seleção brasileira na conquista do tetracampeonato mundial em 1994, também enfrentou outros problemas de saúde nos últimos anos, incluindo um tratamento contra um câncer na região pélvica em 2021.
Familiares e amigos próximos acompanham a evolução do quadro. O ex-jogador e comentarista Júnior, que trabalhou com Parreira na Copa de 1994, expressou solidariedade: "O Parreira é um guerreiro, já venceu muitas batalhas. Tenho certeza de que ele vai superar mais essa."
Repercussão
A notícia gerou comoção no meio esportivo. Diversas personalidades do futebol brasileiro manifestaram apoio ao ex-treinador. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu nota desejando pronta recuperação. "A CBF se solidariza com a família e amigos de Carlos Alberto Parreira neste momento difícil. Desejamos força e que ele se recupere logo", diz o texto.
Parreira é um dos técnicos mais vitoriosos do futebol brasileiro, tendo conquistado também a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações de 2005. Ele dirigiu ainda seleções como Kuwait, Emirados Árabes Unidos e África do Sul.



