A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas diretrizes que apontam que até 45% do risco de demência poderia ser prevenido ou adiado por meio de intervenções em fatores de risco modificáveis. Entre os principais fatores estão tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo e poluição do ar.
Fatores de risco e recomendações
As novas orientações da OMS destacam a importância de aumentar a atividade física, evitar o isolamento social e controlar doenças não transmissíveis, como hipertensão e diabetes. A organização ressalta que a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida pode reduzir significativamente as chances de desenvolver demência.
De acordo com a OMS, cerca de 55 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, e esse número deve triplicar até 2050. As novas diretrizes visam mitigar esse crescimento por meio de ações preventivas acessíveis e baseadas em evidências.
Impacto das novas diretrizes
As recomendações da OMS reforçam que a prevenção deve começar cedo, com políticas públicas que incentivem a prática de exercícios, alimentação equilibrada e abandono do tabagismo. Além disso, o controle da poluição do ar e a redução do consumo de álcool são medidas essenciais.
Especialistas em saúde pública consideram as novas diretrizes um avanço importante, pois oferecem um roteiro claro para governos e indivíduos reduzirem o fardo da demência. A OMS estima que, se os fatores de risco forem amplamente abordados, milhões de casos poderiam ser evitados nas próximas décadas.



