Mulheres acima de 60 anos que moram sozinhas: seguros essenciais
Mulheres 60+ sozinhas: seguros essenciais para proteção

O número de brasileiros que vivem sozinhos continua crescendo. Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em abril deste ano, mostram que um em cada cinco domicílios do país é ocupado por apenas uma pessoa. Entre as mulheres, a maior concentração desse perfil está na faixa etária de 60 anos ou mais.

O fenômeno tem levado especialistas a defender uma revisão do planejamento financeiro para esse público, com maior atenção a mecanismos de proteção capazes de reduzir impactos patrimoniais provocados por problemas de saúde, acidentes domésticos e necessidades de assistência ao longo do envelhecimento.

Desafios das mulheres maduras que vivem sozinhas

Diante do avanço dos domicílios unipessoais no país, especialistas destacam a importância de coberturas voltadas à renda, saúde e patrimônio. “O aumento do número de mulheres acima dos 60 anos vivendo sozinhas vem mudando a forma como o mercado financeiro e segurador observa o conceito de proteção na maturidade. Nesse perfil, os principais desafios deixam de estar concentrados apenas na geração de renda e passam a envolver a preservação do patrimônio, a previsibilidade financeira e a capacidade de sustentar uma vida independente por mais tempo”, ressalta Dayana Gonçalves, supervisora de produtos de vida da MAG Seguros.

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De acordo com ela, a maior expectativa de vida das mulheres amplia o desafio de garantir recursos para toda a aposentadoria, sobretudo para despesas relacionadas à saúde, assistência e cuidados pessoais. Outro fator apontado é que muitas mulheres dessa geração tiveram trajetórias profissionais marcadas por períodos de informalidade, interrupções na carreira ou rendimentos menores, o que pode resultar em aposentadorias mais limitadas.

“O seguro deve ser visto como uma ferramenta de preservação da independência, contribuindo para que a mulher siga tomando decisões com mais tranquilidade, mesmo diante de eventos inesperados”, acrescenta a especialista da MAG.

Quais seguros são mais indicados

A proteção mais adequada para mulheres acima dos 60 anos que vivem sozinhas costuma combinar coberturas voltadas para saúde, patrimônio e suporte assistencial, segundo Gonçalves. Entre os produtos mais recomendados estão:

  • Seguro de vida
  • Coberturas para doenças graves
  • DIH (diária por internação hospitalar)
  • Assistência funeral
  • Acidentes pessoais
  • Seguro residencial

“As coberturas para doenças graves têm grande relevância, especialmente diante do aumento da expectativa de vida e da necessidade de lidar com tratamentos de maior duração e custo elevado. Esse tipo de proteção oferece uma indenização financeira em caso de diagnóstico de enfermidades como câncer, AVC ou doenças cardiovasculares”, diz Gonçalves.

A cobertura de diária por internação hospitalar também tem ganhado espaço. Segundo a especialista, o benefício pode ajudar a custear despesas extras decorrentes de uma hospitalização, como contratação de cuidadores, apoio doméstico, transporte e medicamentos. Já o seguro residencial é visto como uma ferramenta complementar de proteção, principalmente para quem mora sozinha, já que oferecem soluções diárias para situações como problemas elétricos, hidráulicos, chaveiro e pequenas adaptações de segurança.

Quanto custa a proteção

A pedido do InfoMoney, a consultora em seguros e finanças e presidente do CVG-RJ (Clube Vida em Grupo Rio de Janeiro) Sonia Marra preparou simulações para a faixa etária com mais mulheres morando sozinhas no país. Para uma mulher de 60 anos, um conjunto de coberturas incluindo seguro de vida, doenças graves, assistência funeral e assistência residencial custa cerca de R$ 457,47 por mês.

Aos 70 anos, quando algumas coberturas já não estão mais disponíveis para contratação, o valor cai para R$ 322,15 mensais. Já aos 80 anos, o custo volta a subir e alcança R$ 740,38 por mês devido ao aumento do prêmio (valor que os clientes pagam para contratar um seguro). Segundo a especialista, as coberturas de Doenças Graves, Diária por Incapacidade Temporária e Invalidez possuem limite de contratação até os 65 anos, com vigência até os 75 anos.

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Simulações de custos mensais

  • 60 anos: Morte natural (R$ 127,22), Morte acidental (R$ 11,56), Invalidez (R$ 4,25), Doenças graves (R$ 308,73), Assistência funeral (R$ 5,32), Assistência residencial (R$ 0,39) — Total: R$ 457,47
  • 70 anos: Morte natural (R$ 304,88), Morte acidental (R$ 11,56), Assistência funeral (R$ 5,32), Assistência residencial (R$ 0,39) — Total: R$ 322,15
  • 80 anos: Morte natural (R$ 723,11), Morte acidental (R$ 11,56), Assistência funeral (R$ 5,32), Assistência residencial (R$ 0,39) — Total: R$ 740,38

Valores simulados por Sonia Marra, consultora em seguros e finanças e presidente do CVG-RJ, com base no produto Vida Viva, da Bradesco Seguros.

Mercado amplia foco na longevidade

O envelhecimento da população e o aumento dos domicílios unipessoais têm levado seguradoras a desenvolver produtos mais direcionados à chamada economia da longevidade. Segundo Gonçalves, da MAG, as principais tendências incluem coberturas voltadas para proteção em vida, assistência em acidentes domésticos e serviços que contribuam para a manutenção da autonomia. “O mercado segurador vem desenvolvendo soluções cada vez mais aderentes às necessidades e perfis de cada pessoa, acompanhando mudanças demográficas e o aumento da longevidade”, conclui.