Um militar do Exército de 20 anos morreu no sábado (27) após contrair febre maculosa. O aluno participou de um treinamento militar em Jundiaí (SP) dias antes de ser internado com os sintomas da infecção. A informação foi confirmada pelo Comando do Exército nesta segunda-feira (29).
Treinamento e sintomas
O estudante Pedro Henrique Freiman Pereira era aluno do 1º ano do Curso de Formação e Graduação de Sargentos da Escola de Sargentos das Armas (ESA). Ele esteve no 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (12º GAAAe), em Jundiaí, entre os dias 8 e 11 de junho para um exercício de instrução regular. Segundo a instituição, o jovem começou a apresentar febre e dores no dia 17 de junho. Diante do agravamento do quadro, ele foi transferido para o Hospital Militar de Área de São Paulo (HMASP), na capital, onde recebeu tratamento intensivo, mas não resistiu às complicações da doença.
Investigação do contágio
O Exército informou que investiga o local exato do contágio e que presta assistência à família. Até a última atualização desta reportagem, as autoridades de saúde ainda não haviam determinado se a picada do carrapato-estrela ocorreu durante o período em que o militar esteve alojado na Vila Militar de Jundiaí, às margens da Rodovia Anhanguera. Questionada pelo g1, a Prefeitura de Jundiaí informou que acompanha o caso e aguarda a notificação oficial. O município declarou que, em 2026, a cidade registra apenas um caso confirmado de febre maculosa, sem nenhuma morte computada. No ano passado, a cidade teve um caso confirmado que evoluiu para óbito.
O que é a febre maculosa?
A febre maculosa é uma doença infecciosa grave causada por uma bactéria transmitida pela picada do carrapato-estrela. Ela não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Os sintomas iniciais surgem de forma abrupta de dois a 14 dias após o contato com o parasita. Os principais sinais de alerta são: febre alta e calafrios; dor de cabeça intensa; dores musculares constantes pelo corpo; náuseas, vômitos e diarreia. Como os sintomas se assemelham aos de uma gripe forte ou dengue, médicos alertam que é indispensável avisar na triagem dos hospitais se o paciente esteve em áreas de mata, pastos, praças ou beiras de rios nos dias anteriores.
Prevenção
Para quem frequenta áreas verdes, as recomendações de segurança incluem: uso de barreiras – vestir calças e camisas de manga longa claras (para facilitar a visualização do carrapato) e usar botas; repelentes – aplicar produtos que contenham o componente icaridina na fórmula; autoexame – vasculhar o corpo a cada duas horas ao visitar áreas de risco, focando em regiões de pele fina e úmida, como axilas, virilhas e atrás das orelhas; cuidado com o mato – manter gramados de chácaras e jardins cortados rentes ao chão para evitar umidade favorável ao parasita.



