A maternidade está passando por uma transformação significativa no Brasil, com um número crescente de mulheres optando por ter filhos após os 45 anos. Essa mudança é impulsionada por avanços na medicina reprodutiva, como a fertilização in vitro (FIV) e a gestação por substituição, além de fatores sociais como estabilidade profissional e novos estilos de vida.
Novos caminhos para a maternidade tardia
Segundo especialistas, a idade materna avançada não é mais um obstáculo intransponível. A FIV permite que mulheres utilizem óvulos próprios congelados ou de doadoras, aumentando as chances de gravidez. Já a gestação por substituição, embora restrita a casos específicos no Brasil, oferece uma alternativa para aquelas que não podem gestar.
Um estudo recente mostrou que o número de mulheres acima de 45 anos que recorrem a tratamentos de reprodução assistida cresceu 30% nos últimos cinco anos. “A medicina reprodutiva evoluiu muito, mas o planejamento prévio é essencial para o sucesso”, afirma a Dra. Maria Silva, especialista em reprodução humana.
Impactos sociais e legais
A decisão de engravidar após os 45 anos também envolve questões legais complexas. A legislação brasileira exige acompanhamento jurídico para garantir os direitos da criança e da família, especialmente em casos de doação de gametas ou barriga solidária.
Além disso, a maternidade tardia está associada a uma maior estabilidade financeira e emocional. Muitas mulheres relatam se sentir mais preparadas para a criação dos filhos após consolidarem suas carreiras. “Ter um filho aos 48 anos foi uma escolha consciente. Eu me sinto mais madura e segura”, conta Ana, mãe de gêmeos concebidos por FIV.
Desafios e perspectivas
Apesar dos avanços, a gravidez em idade avançada apresenta riscos, como maior incidência de diabetes gestacional e hipertensão. O acompanhamento médico rigoroso é fundamental para minimizar complicações.
O custo dos tratamentos também é um fator limitante. Uma FIV pode custar entre R$ 20 mil e R$ 50 mil, dependendo da clínica e da necessidade de óvulos doados. Planos de saúde raramente cobrem esses procedimentos, o que torna o acesso restrito a quem tem maior poder aquisitivo.
No entanto, a tendência é de que as opções se ampliem. Novas técnicas, como o congelamento de óvulos por motivos sociais, estão se popularizando, permitindo que mulheres adiem a maternidade sem abrir mão da fertilidade. “O congelamento de óvulos é uma ferramenta poderosa para quem quer esperar o momento certo”, destaca a Dra. Silva.



