Mastectomia de Angelina Jolie reacende debate sobre cirurgia preventiva contra câncer
Mastectomia de Angelina Jolie reacende debate sobre cirurgia

A decisão da atriz Angelina Jolie de se submeter a uma mastectomia preventiva reacendeu o debate sobre a cirurgia para evitar o câncer de mama. O procedimento, que remove as mamas antes do desenvolvimento da doença, é indicado para mulheres com alto risco genético, como era o caso de Jolie, que carrega uma mutação no gene BRCA1.

Custo do exame genético

O exame para detecção de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam significativamente o risco de câncer de mama e ovário, custa cerca de R$ 6 mil no Brasil. Apesar da importância para a prevenção, o teste ainda não é oferecido pela rede pública de saúde (SUS), o que limita o acesso da população de baixa renda.

Debate sobre a cirurgia

A mastectomia preventiva reduz em até 90% o risco de câncer de mama em mulheres com mutações genéticas. No entanto, a decisão é complexa e envolve fatores psicológicos, sociais e médicos. Especialistas destacam que a cirurgia não é indicada para todas as mulheres e que a avaliação deve ser individualizada.

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Prevenção e diagnóstico precoce

Além da cirurgia, outras medidas preventivas incluem o acompanhamento médico rigoroso com exames de imagem frequentes e, em alguns casos, a quimioprevenção. O diagnóstico precoce continua sendo a principal arma contra o câncer de mama, que é o tipo mais comum entre as mulheres brasileiras.

O caso de Angelina Jolie trouxe visibilidade ao tema e estimulou muitas mulheres a buscarem informações sobre seu risco genético. No entanto, especialistas alertam que a decisão de realizar o teste ou a cirurgia deve ser tomada com aconselhamento genético e médico adequado.

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