Maíra Cardi relata reação ao PMMA 20 anos após aplicação
Maíra Cardi relata reação ao PMMA 20 anos após aplicação

A influenciadora Maíra Cardi compartilhou em suas redes sociais uma experiência negativa com o polimetilmetacrilato (PMMA), substância aplicada em seu rosto há 20 anos. Agora, ela enfrenta reações adversas ao produto, que é proibido no Brasil para uso com fins estéticos.

O que é o PMMA e por que é perigoso?

O PMMA é um plástico não reabsorvível, utilizado historicamente em preenchimentos faciais e corporais. Diferente de outros preenchedores, como o ácido hialurônico, ele não é absorvido pelo organismo, permanecendo no local da aplicação por tempo indeterminado. Isso aumenta o risco de complicações tardias, como infecções, rejeição, deformidades e migração do produto.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso do PMMA para fins estéticos é proibido no Brasil desde 2015, devido aos altos índices de complicações. A substância só é permitida em casos específicos, como no tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV, em unidades credenciadas do SUS, conforme resolução recente do Conselho Federal de Medicina (CFM).

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O relato de Maíra Cardi

Maíra Cardi, que aplicou o PMMA no rosto há duas décadas, relatou estar enfrentando reações adversas. Embora não tenha detalhado os sintomas, ela afirmou que a experiência tem sido difícil e que pretende alertar outras pessoas sobre os perigos do produto. "Compartilho isso para que ninguém cometa o mesmo erro. Os riscos são reais e podem aparecer muitos anos depois", escreveu.

Riscos e recomendações médicas

Especialistas alertam que o PMMA pode causar reações inflamatórias crônicas, granulomas (nódulos inflamatórios), necrose tecidual e até deformidades permanentes. A remoção do produto, quando possível, é complexa e nem sempre total, podendo deixar cicatrizes e sequelas.

A Anvisa reforça que procedimentos estéticos devem utilizar apenas substâncias aprovadas e seguras, como o ácido hialurônico, que é reabsorvível e apresenta menor risco de complicações. A SBCP recomenda que pacientes busquem profissionais habilitados e evitem produtos proibidos ou não regulamentados.

O caso de Maíra Cardi acende alerta

O relato da influenciadora reacende o debate sobre a segurança de procedimentos estéticos e a importância da regulamentação. Embora o PMMA tenha sido usado no passado, hoje seu uso estético é considerado de alto risco. A história de Maíra Cardi serve como alerta para quem considera procedimentos com substâncias não reabsorvíveis ou proibidas.

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