Com o aumento significativo dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil, a fotobiomodulação — técnica que utiliza laser de baixa intensidade para estimular processos biológicos — ganha destaque como terapia complementar baseada em evidências. Pioneiro no país, o Instituto Laserplay já capacitou mil profissionais na área e agora expande sua atuação com cursos de pós-graduação reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).
O que é a fotobiomodulação?
A fotobiomodulação, também conhecida como laserterapia de baixa potência, consiste na aplicação de luz vermelha ou infravermelha em tecidos biológicos. Essa técnica não invasiva é capaz de modular processos celulares, como redução da inflamação, estímulo à regeneração e melhora da circulação local. No contexto do autismo, acredita-se que o laser possa criar um ambiente biológico mais favorável, potencializando os efeitos de terapias convencionais, como fonoaudiologia, terapia ocupacional e análise comportamental aplicada (ABA).
Evidências e segurança
Segundo especialistas do Instituto Laserplay, a aplicação da fotobiomodulação em crianças e adultos com TEA segue protocolos rigorosos de segurança e ética. “Não se trata de substituir tratamentos já consagrados, mas de oferecer uma ferramenta adicional que pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, explicam. Estudos preliminares indicam benefícios em sintomas como ansiedade, irritabilidade e dificuldades de sono, embora pesquisas de maior escala ainda estejam em andamento.
O instituto ressalta que todos os equipamentos utilizados possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que os profissionais passam por formação específica. A ética no atendimento é um pilar central, com foco no consentimento informado e na atuação multiprofissional.
Formação de profissionais
Com mil profissionais já capacitados, o Instituto Laserplay se consolida como referência nacional. Os cursos de pós-graduação reconhecidos pelo MEC abordam desde fundamentos da fotobiomodulação até práticas clínicas avançadas para TEA e outras condições. A formação inclui módulos teóricos, práticos e supervisão de casos, garantindo que os terapeutas estejam aptos a integrar o laser a planos de tratamento individualizados.
A demanda por esses cursos reflete o interesse crescente de fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e fisioterapeutas em ampliar seu arsenal terapêutico. “A fotobiomodulação não é uma panaceia, mas os resultados observados nos pacientes são encorajadores”, destaca a coordenação do instituto.
Perspectivas para o futuro
O avanço da laserterapia no autismo ainda enfrenta desafios, como a necessidade de mais estudos controlados e a resistência de alguns setores da comunidade médica. No entanto, o Instituto Laserplay planeja ampliar parcerias com universidades e centros de pesquisa para fortalecer as evidências científicas. Para as famílias, a expectativa é de que a fotobiomodulação se torne uma opção acessível e segura, complementando as abordagens tradicionais e contribuindo para o desenvolvimento das pessoas com TEA.



