Jornalista nadará de costas por 30 km no Rio Tijucas
Jornalista nadará de costas 30 km no Rio Tijucas

Uma travessia inédita promete chamar a atenção para a preservação dos recursos hídricos em Santa Catarina. O jornalista e nadador de longa distância, Carlos Alberto de Oliveira, conhecido como Carlão, planeja realizar um desafio histórico: percorrer 30 quilômetros nadando de costas no Rio Tijucas, localizado na Grande Florianópolis. A iniciativa, agendada para o próximo mês, tem como objetivo alertar a população e as autoridades sobre a importância da conservação dos rios e da biodiversidade aquática.

Detalhes do desafio

Carlão, que é natural de Tijucas, cidade que dá nome ao rio, explicou que a escolha do nado de costas não é aleatória. “Nadar de costas é uma forma de demonstrar confiança na natureza e também de simbolizar a necessidade de olharmos para trás, para o que já perdemos, e agirmos agora para preservar o que ainda temos”, afirmou o jornalista. A travessia, que deve durar cerca de 12 horas, será acompanhada por uma equipe de apoio em caiaques e uma embarcação de segurança.

Impacto ambiental e social

O Rio Tijucas enfrenta sérios problemas de poluição, com despejo de esgoto doméstico e industrial sem tratamento adequado. Segundo dados da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), o índice de qualidade da água na região é considerado crítico em diversos trechos. Carlão espera que sua ação inspire a comunidade local e os governos a tomarem medidas concretas para a recuperação do manancial. “Não podemos mais ignorar a situação. Cada um de nós tem um papel na preservação”, destacou.

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A travessia conta com o apoio de organizações não governamentais e da prefeitura de Tijucas, que já iniciou um programa de despoluição do rio. O evento será transmitido ao vivo pelas redes sociais, e haverá ações educativas nas escolas da região durante a semana que antecede o desafio.

Preparação e riscos

Para se preparar, Carlão treina diariamente na piscina e no mar, acumulando mais de 50 quilômetros de nado por semana. Ele também realiza treinos noturnos para simular as condições de baixa visibilidade que poderá enfrentar. “A correnteza e a temperatura da água são desafios, mas estou confiante na minha preparação física e mental”, disse. A equipe médica estará de prontidão para qualquer emergência, e o nadador usará uma roupa isotérmica especial para evitar hipotermia.

Este não é o primeiro desafio do jornalista. Em 2022, ele nadou 15 quilômetros na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, também com foco ambiental. A nova travessia, no entanto, é a mais longa já tentada por ele e a primeira no Rio Tijucas. A expectativa é de que o feito entre para o livro dos recordes como a maior distância percorrida nadando de costas em um rio brasileiro.

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