Jaboticabal decreta calamidade pública por aumento de doenças respiratórias
A Prefeitura de Jaboticabal, no interior de São Paulo, decretou estado de calamidade pública em razão da superlotação nos postos de saúde e do aumento expressivo nos casos de síndromes respiratórias graves. A medida foi tomada após a morte de uma bebê de sete meses, ocorrida no início de junho, diagnosticada com bronquiolite.
O decreto, publicado no dia 11 de junho, autoriza o município a remanejar recursos orçamentários e realizar contratações emergenciais sem licitação, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento à população. O prefeito Emerson Rodrigo Camargo destacou que a situação exige ações extraordinárias para proteger o direito à vida e à saúde dos cidadãos.
Demanda em alta e UPA superlotada
De acordo com o decreto, houve um aumento atípico na procura por leitos de terapia intensiva, enquanto a central de regulação não consegue absorver a demanda. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jaboticabal opera acima de sua capacidade, tanto na urgência quanto na recuperação e na ala de isolamento respiratório. A unidade, que tem capacidade para 150 pacientes por dia, tem recebido cerca de 350, mais que o dobro do previsto.
Além da alta incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), a cidade enfrenta uma demanda elevada de pacientes com doenças cardiovasculares agudas. A morte da bebê de sete meses, ocorrida em 1º de junho, foi um dos fatores que levaram à decretação da calamidade.
Abertura de mais leitos
Após o decreto, a administração municipal começou a tomar providências, como a contratação de leitos de UTI em hospitais da região e a abertura de novas vagas no próprio município. O secretário municipal de Saúde, Diego Nogueira, explicou que a reorganização do fluxo de atendimento e a possibilidade de contratar insumos diretamente com fornecedores, sem licitação, foram medidas essenciais para enfrentar a crise.
A situação em Jaboticabal reflete um problema regional, com hospitais de referência também superlotados, dificultando transferências. A Prefeitura segue monitorando os casos e buscando soluções para garantir o atendimento à população.



