IA como terapeuta: especialistas alertam para riscos à saúde mental
IA como terapeuta: riscos à saúde mental alertam especialistas

Está pensando em usar inteligência artificial como terapeuta? Num primeiro momento, pode até parecer uma boa ideia. Ela está disponível 24 horas por dia, muitas vezes de graça e sem julgamentos. Mas isso é perigoso, alertam especialistas.

Riscos da IA como substituta terapêutica

“Usar a IA como substituta durante uma crise pode ser prejudicial, porque ela pode reforçar comportamentos de autolesão em vez de oferecer uma intervenção clínica, criando uma aliança terapêutica perigosamente desalinhada. A IA também pode intensificar, de forma não intencional, sintomas associados a diferentes transtornos de saúde mental”, diz Rezvaneh Rezapour, professora na Universidade Drexel.

A IA tende a concordar com você e é projetada para te manter engajado. As respostas costumam ser calorosas e cativantes para manter a conversa fluindo. Ela não coloca limites ou te questiona, nem segue princípios éticos. Ou seja, a IA não tem julgamento clínico como um profissional de saúde mental e não conhece seu contexto pessoal.

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Limitações e privacidade

Por isso, ela não consegue substituir um acompanhamento psicológico adequado. E ainda apresenta riscos à privacidade das informações compartilhadas pelos usuários. “Embora a IA possa parecer um apoio no curto prazo, nossa pesquisa mostra que ela frequentemente cria padrões de busca repetitiva por reafirmação, o que pode aumentar o sofrimento emocional. Além disso, surgem preocupações sobre a forma como dados sensíveis relacionados à saúde mental estão sendo armazenados”, afirma Rezapour.

Estudos recentes, como um que testou o ChatGPT em respostas sobre câncer, também apontam limites e potencial da IA em contextos de saúde. Jovens que fazem terapia com bots de inteligência artificial estão cada vez mais comuns, mas os riscos permanecem.

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