O Hospital São Paulo, vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), consolidou-se como referência nacional no atendimento à saúde indígena. A instituição, que atende o cacique Raoni atualmente internado, combina medicina moderna com saberes tradicionais, em um trabalho que começou há mais de cinco décadas.
Trajetória do atendimento indígena
O Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas (ASPIN) foi fundado em 1989, mas a atuação da Unifesp no Território Indígena do Xingu remonta a 1965. Desde então, o projeto realiza expedições periódicas e forma agentes de saúde indígenas, garantindo assistência contínua.
Em entrevista ao GLOBO, o médico responsável pelo acompanhamento do cacique Raoni narrou a trajetória iniciada em uma missão no Xingu, nos anos 1980. Ele destacou a importância do vínculo construído com as comunidades ao longo do tempo.
Atendimento ao cacique Raoni
O cacique Raoni, líder indígena de renome internacional, está internado no Hospital São Paulo. Em 2023, ele já havia sido atendido no ambulatório para um check-up, durante uma viagem a São Paulo. Na ocasião, a família o trouxe para uma avaliação geral, sem queixas específicas.
O hospital oferece estrutura adaptada às necessidades culturais dos pacientes, incluindo a presença de pajés e o uso de plantas medicinais, sempre que possível. A equipe multidisciplinar inclui médicos, enfermeiros, antropólogos e tradutores.
Impacto e reconhecimento
O trabalho do ASPIN é referência para políticas públicas de saúde indígena no Brasil. Segundo o médico entrevistado, a iniciativa já formou centenas de agentes de saúde indígenas, que atuam como elo entre as comunidades e os serviços médicos.
O cacique Raoni, aos 92 anos, é um símbolo da luta pelos direitos indígenas e sua internação reforça a importância de um atendimento de qualidade e culturalmente sensível.



