Um novo caso suspeito de hantavírus foi registrado em Tristão da Cunha, arquipélago britânico no Atlântico Sul considerado o local habitado mais remoto do planeta. A informação foi divulgada na sexta-feira (8) pela agência de segurança sanitária do Reino Unido, que identificou o possível infectado como um cidadão britânico.
Autoridades sanitárias seguem rastreando passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, que atracou na ilha em 15 de abril. Dos oito casos suspeitos identificados até o momento, seis já foram confirmados para hantavírus. A embarcação é apontada como possível origem do surto.
Tristão da Cunha não possui aeroporto; o acesso é exclusivamente marítimo, com travessias partindo da Cidade do Cabo cerca de dez vezes ao ano. A viagem pode levar quase uma semana, dependendo das condições oceânicas. A ilha abriga apenas 216 habitantes, muitos descendentes de colonos do século XIX.
A comunidade local mantém um sistema de posse coletiva da terra, com regras que proíbem estrangeiros de comprar propriedades ou residir permanentemente. A economia baseia-se em agricultura de subsistência, pesca e venda de selos e moedas comemorativas. O turismo é limitado, focando em experiências naturais e no vulcão Queen Mary’s Peak, que entrou em erupção em 1961.
O hantavírus, transmitido por roedores silvestres, pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), com risco de comprometimento cardíaco e respiratório grave. A infecção ocorre principalmente pela inalação de aerossóis de urina, fezes ou saliva de roedores infectados.



