Enxaqueca Refratária: Quando os Medicamentos Não São Suficientes
A enxaqueca é uma condição neurológica que afeta milhões de brasileiros, mas para alguns pacientes, os tratamentos convencionais simplesmente não funcionam. Essa condição é conhecida como enxaqueca refratária, caracterizada por dores de cabeça intensas e frequentes que não respondem a medicamentos orais ou injetáveis.
O neurocirurgião Dr. Messias Eduardo da Silva explica que, para esses casos, existem alternativas intervencionistas que podem transformar a vida do paciente. “Bloqueios de nervos, radiofrequência e neuromodulação são técnicas que atuam diretamente nos mecanismos da dor, oferecendo alívio duradouro”, afirma.
O Que São os Tratamentos Intervencionistas?
Os tratamentos intervencionistas para enxaqueca refratária incluem procedimentos minimamente invasivos que visam interromper os sinais de dor no sistema nervoso. Entre eles, destacam-se:
- Bloqueios de nervos: Injeções de anestésicos e corticoides em nervos específicos da cabeça e pescoço para aliviar a dor aguda.
- Radiofrequência: Técnica que utiliza calor para modular a atividade de nervos periféricos, reduzindo a frequência e intensidade das crises.
- Neuromodulação: Estimulação elétrica de nervos ou áreas do cérebro para regular a percepção da dor, como a estimulação do nervo occipital ou do gânglio esfenopalatino.
Quem Pode se Beneficiar?
Pacientes que já tentaram múltiplas classes de medicamentos, incluindo triptanos, anti-inflamatórios e preventivos, sem sucesso, são candidatos potenciais. “É essencial que o diagnóstico seja feito por um especialista em cefaleia, pois a enxaqueca refratária exige uma abordagem multidisciplinar”, ressalta o Dr. Messias.
Resultados e Qualidade de Vida
Estudos mostram que até 80% dos pacientes submetidos a esses procedimentos relatam melhora significativa na frequência e intensidade das crises. “Muitos voltam a trabalhar, a ter uma vida social ativa e a dormir bem. É uma mudança radical”, comemora o neurocirurgião.
No entanto, o Dr. Messias alerta: “Esses tratamentos não são a primeira opção, mas sim uma alternativa para casos refratários. Cada paciente deve ser avaliado individualmente para determinar a melhor estratégia.”
Para quem sofre com enxaqueca refratária, a esperança está nos avanços da medicina intervencionista. Consulte um especialista para saber se você é candidato a essas terapias.



