DIU pós-parto: quando colocar e o que considerar na escolha
DIU pós-parto: quando colocar e o que considerar

Muitas mulheres chegam ao período pós-parto sem ter definido um método contraceptivo. Nos primeiros dias, a atenção está voltada para a recuperação e os cuidados com o recém-nascido, o que é compreensível. No entanto, o planejamento contraceptivo nessa fase é urgente: o organismo pode ovular antes mesmo do retorno da menstruação, exigindo proteção precoce. O DIU (dispositivo intrauterino) é um dos métodos mais usados nesse período, oferecendo proteção de longa duração, sem necessidade de ingestão diária, e podendo ser inserido logo após o parto em condições específicas. Para mulheres que buscam uma alternativa de baixa manutenção, dispositivos como o Andalan estão disponíveis em farmácias, como a Drogal.

O que é o DIU pós-parto

O DIU é um pequeno dispositivo inserido no útero por um profissional de saúde, impedindo a fertilização por meios físicos ou hormonais, conforme o tipo. A eficácia ultrapassa 99%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A versão "pós-parto" não é um produto diferente; o que muda é o momento da inserção. O dispositivo pode ser colocado imediatamente após a saída da placenta, ainda na sala de parto, ou nas 48 horas seguintes. Após esse período, os protocolos indicam aguardar ao menos quatro semanas, quando o útero retorna a um tamanho mais próximo do normal. "É comum ouvirmos sobre a dor durante a inserção do DIU. No geral, é possível controlar com analgesia ou anestesia local. O procedimento é rápido e os resultados contraceptivos são favoráveis para quem busca alternativas não hormonais", explica Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável da Rede Drogal.

Quando o DIU pode ser inserido após o parto

A janela ideal para a inserção imediata é nos primeiros dez minutos após a expulsão da placenta, tanto em parto normal quanto em cesárea. Nesse momento, o útero ainda está dilatado, facilitando o procedimento. Se a inserção não ocorrer nessa janela, o próximo período adequado começa de quatro a seis semanas após o nascimento. Esse intervalo existe porque, entre 2 e 4 semanas, o útero passa por involução, com risco ligeiramente maior de perfuração. Os critérios de elegibilidade médica incluem: ausência de infecção puerperal ativa, ausência de febre ou sinais de endometrite, rotura prematura de membranas sem infecção estabelecida e ausência de contraindicações absolutas ao método. É essencial consultar o ginecologista para avaliar o melhor método para cada caso.

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Tipos de DIU disponíveis

Existem dois grandes grupos: DIU de cobre e DIU hormonal. O DIU de cobre não contém hormônios; age criando um ambiente hostil aos espermatozoides pela ação do íon cobre. Pode permanecer por até dez anos, dependendo do modelo, sendo indicado para mulheres que preferem evitar hormônios no pós-parto. Já o DIU hormonal libera pequenas quantidades de progestogênio localmente, reduzindo a espessura do endométrio e dificultando a mobilidade dos espermatozoides. Sua ação é predominantemente local, com baixa absorção sistêmica, sendo compatível com a amamentação.

DIU e amamentação: é compatível?

Tanto o DIU de cobre quanto o hormonal são classificados como métodos de categoria 1 ou 2 pela OMS para mulheres que amamentam, indicando que os benefícios superam os riscos. O DIU de cobre, por não ter hormônios, não interfere na produção de leite. O hormonal, por agir localmente com absorção mínima, também não apresenta impacto clínico relevante sobre a lactação.

Outros métodos contraceptivos para o pós-parto

O DIU não é a única alternativa. Mulheres que amamentam podem escolher métodos de baixo impacto hormonal, como pílulas apenas com progestogênio (minipílulas), implantes subdérmicos e injeções. Contraceptivos como o Librene são indicados por apresentarem baixa interferência na produção de leite e não conterem estrogênio. A combinação de estrogênio e progestogênio, presente nas pílulas combinadas convencionais, é geralmente evitada nas primeiras semanas após o parto, especialmente durante a amamentação, por poder reduzir a produção de leite.

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Quando conversar com um médico

A escolha do método contraceptivo no pós-parto deve ser feita com um ginecologista ou obstetra. Condições como histórico de infecções pélvicas recorrentes, miomas submucosos ou anomalias uterinas podem limitar o uso do DIU ou de hormônios. O profissional avalia o melhor momento para a inserção com base no tipo de parto, evolução do puerpério e preferências da mulher. Para facilitar o acesso ao método escolhido, a farmácia online da Drogal oferece produtos contraceptivos com entrega em domicílio.

DIU pós-parto é uma escolha segura para muitas mulheres

O DIU é uma opção consolidada para anticoncepção no pós-parto, respaldada por décadas de evidência clínica. Combina alta eficácia, longa duração e compatibilidade com a amamentação, sendo adequado para um momento de rotina imprevisível. Como em qualquer decisão de saúde reprodutiva, a orientação profissional é essencial para garantir o método mais adequado. Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895.