Diagnóstico precoce de TEA promove autonomia na vida adulta
Diagnóstico precoce de TEA promove autonomia na vida adulta

O diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para que a criança desenvolva habilidades que garantam maior autonomia na vida adulta. De acordo com a neuropediatra Ana Cláudia, do Hospital Dino, a identificação dos sinais ainda nos primeiros anos de vida permite intervenções que melhoram significativamente a qualidade de vida.

Importância da identificação precoce

Quanto mais cedo o TEA é diagnosticado, maiores são as chances de a criança receber estímulos adequados. A neuropediatra explica que o cérebro infantil tem maior plasticidade nos primeiros anos, o que facilita o aprendizado de habilidades sociais, de comunicação e de comportamento. "O diagnóstico precoce é a chave para que a pessoa com autismo possa desenvolver seu potencial máximo", afirma.

Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos indicam que 1 em cada 36 crianças é identificada com TEA. No Brasil, estima-se que haja cerca de 2 milhões de autistas, mas muitos ainda não foram diagnosticados.

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Sinais de alerta para os pais

Os primeiros sinais do TEA podem ser percebidos ainda no primeiro ano de vida. Entre eles estão: dificuldade para manter contato visual, ausência de sorriso social, atraso na fala e comportamentos repetitivos. A pediatra ressalta que cada criança se desenvolve em seu próprio ritmo, mas é importante ficar atento a marcos do desenvolvimento.

"Se a criança não responde quando chamada pelo nome, não aponta para objetos de interesse ou não compartilha sorrisos, esses podem ser indícios de TEA", alerta a especialista. O diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, com avaliação de neuropediatra, psicólogo e fonoaudiólogo.

Intervenção precoce e autonomia

As terapias indicadas para crianças com TEA incluem Análise do Comportamento Aplicada (ABA), terapia ocupacional e fonoaudiologia. Essas intervenções ajudam a desenvolver habilidades como comunicação funcional, interação social e independência em atividades diárias.

"Com o suporte adequado, muitas crianças com TEA conseguem frequentar escolas regulares, ter amigos e, na vida adulta, conquistar empregos e viver de forma independente", destaca Ana Cláudia. A autonomia na vida adulta é um objetivo possível, desde que haja investimento em terapias desde cedo.

Desafios do diagnóstico tardio

Quando o diagnóstico ocorre apenas na adolescência ou na vida adulta, as dificuldades podem ser maiores. Muitas pessoas passam anos sem compreender suas diferenças, o que pode levar a problemas de autoestima, ansiedade e depressão. O diagnóstico tardio também limita o acesso a intervenções precoces, que são mais eficazes.

"Nunca é tarde para buscar ajuda, mas quanto mais cedo, melhor. O diagnóstico na vida adulta também traz alívio e autoconhecimento, permitindo que a pessoa entenda suas características e busque estratégias para lidar com os desafios", conclui a neuropediatra.

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