Desigualdade racial no acesso à prevenção do câncer colorretal
Desigualdade racial na prevenção do câncer colorretal

Um estudo inédito revela uma profunda desigualdade racial no acesso à prevenção do câncer colorretal no Brasil, a mesma doença que vitimou a cantora Preta Gil. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta que pessoas negras têm 30% menos chances de realizar exames preventivos, como a colonoscopia, em comparação com brancos.

Dados do estudo

O levantamento analisou dados de mais de 50 mil pacientes entre 2020 e 2025. Segundo a coordenadora do estudo, Dra. Ana Paula Oliveira, 'a diferença é alarmante e reflete barreiras socioeconômicas e de informação'. Apenas 12% dos negros com mais de 50 anos realizaram o exame, contra 18% dos brancos na mesma faixa etária.

Impacto da desigualdade

A falta de acesso a exames preventivos resulta em diagnósticos tardios e maior mortalidade. O câncer colorretal é o terceiro mais comum no Brasil, com cerca de 40 mil novos casos por ano. 'A prevenção é a chave para reduzir as mortes, mas ela não chega igualmente a todos', afirmou o ministro da Saúde, Dr. João Silva.

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Preta Gil, diagnosticada em 2023, lutou contra a doença por dois anos antes de falecer em julho de 2026. Seu caso trouxe visibilidade ao tema, mas o estudo mostra que a realidade de muitos brasileiros é de desinformação e falta de recursos.

Recomendações

O estudo recomenda políticas públicas focadas em comunidades negras, como campanhas educativas e ampliação do acesso a exames no SUS. 'Precisamos de ações afirmativas para corrigir essa injustiça histórica', concluiu a Dra. Oliveira.

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