Um dermatologista renomado explicou em entrevista recente as causas da caspa e como tratá-la de forma eficaz. A caspa, que afeta cerca de 50% da população mundial, é uma condição comum que causa descamação do couro cabeludo. Segundo o especialista, a caspa pode ser controlada com o uso correto de shampoos medicamentosos e mudanças na rotina de cuidados capilares.
O que causa a caspa?
A caspa é geralmente causada por um fungo chamado Malassezia, que se alimenta do sebo produzido pelo couro cabeludo. Outros fatores incluem pele oleosa, estresse, alterações hormonais e uso excessivo de produtos capilares. O dermatologista Dr. Carlos Silva, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, afirmou: "A caspa não é contagiosa nem prejudicial à saúde, mas pode causar desconforto e constrangimento."
Tratamentos recomendados
O tratamento mais comum envolve shampoos antifúngicos com ingredientes como cetoconazol, sulfeto de selênio ou ácido salicílico. O especialista recomenda usar o shampoo duas a três vezes por semana, deixando agir por cinco minutos antes de enxaguar. "É importante alternar entre diferentes tipos de shampoo para evitar que o fungo crie resistência", explicou Dr. Silva. Em casos mais graves, o dermatologista pode prescrever loções corticoides ou medicamentos orais.
Hábitos que ajudam a controlar a caspa
Além do tratamento tópico, hábitos como lavar o cabelo regularmente, evitar o uso excessivo de produtos modeladores e reduzir o estresse podem ajudar a controlar a caspa. O médico também sugere evitar coçar o couro cabeludo, pois isso pode piorar a irritação. Segundo ele, "a adesão ao tratamento e a paciência são fundamentais, pois os resultados podem levar algumas semanas para aparecer."
Prevenção e cuidados diários
Para prevenir a caspa, o especialista recomenda manter o couro cabeludo limpo e equilibrado. "O uso de shampoos suaves e a lavagem frequente ajudam a remover o excesso de oleosidade e células mortas", afirmou. Alimentação balanceada e controle do estresse também são importantes. Em caso de persistência, o Dr. Silva aconselha buscar orientação médica para descartar outras condições, como dermatite seborreica ou psoríase.



