O Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou o uso de plasma rico em plaquetas (PRP) como tratamento auxiliar para quatro condições osteomusculares: osteoartrite de joelho, discopatia lombar, epicondilite lateral do cotovelo e reparo meniscal. A técnica, antes considerada experimental e proibida para médicos, agora pode ser aplicada sob critérios técnicos e éticos rigorosos.
O que muda com a decisão do CFM?
Até então, o PRP era classificado como procedimento experimental, o que impedia seu uso na prática clínica rotineira. Com a nova regulamentação, médicos podem prescrever o tratamento para as condições listadas, desde que haja diagnóstico médico e cumprimento das normas de biossegurança. O CFM enfatiza que o uso para fins estéticos continua proibido.
Como funciona o plasma rico em plaquetas?
O PRP é obtido a partir do sangue do próprio paciente, que é centrifugado para concentrar as plaquetas. Essas plaquetas liberam fatores de crescimento que podem auxiliar na regeneração de tecidos. O tratamento é indicado como coadjuvante em processos inflamatórios e degenerativos, especialmente nas condições osteomusculares aprovadas.
Impacto da regulamentação
A decisão do CFM representa um avanço para a medicina regenerativa no Brasil, abrindo caminho para novas pesquisas e aplicações clínicas. Especialistas apontam que a medida pode beneficiar milhares de pacientes que sofrem com dores crônicas e limitações funcionais. No entanto, o CFM ressalta a necessidade de mais estudos para ampliar as indicações no futuro.



