A britânica Lowri Denman, de 42 anos, passou uma década lutando contra convulsões e psicose após contrair neurocisticercose, uma infecção cerebral causada por larvas de tênia, durante uma viagem à Índia. Inicialmente, ela eliminou uma tênia de um metro de comprimento, mas exames posteriores revelaram 38 parasitas alojados em seu cérebro.
Da tênia intestinal aos parasitas cerebrais
Lowri viajou para a Índia em 2014 e, logo após retornar ao Reino Unido, começou a apresentar sintomas como dores de cabeça intensas e alterações de humor. Em 2015, ela eliminou uma tênia adulta, acreditando que o problema estava resolvido. No entanto, os sintomas pioraram: ela passou a ter convulsões frequentes e episódios de psicose, incluindo alucinações e delírios. Exames de imagem revelaram dezenas de cistos no cérebro, característicos da neurocisticercose.
Tratamento complexo e internação neuropsiquiátrica
O tratamento exigiu medicamentos antiparasitários e corticoides para reduzir a inflamação cerebral. Lowri foi internada em uma unidade neuropsiquiátrica por vários meses, onde recebeu acompanhamento multidisciplinar. Ela perdeu a capacidade de trabalhar e dirigir, dependendo de cuidados constantes. "Foi aterrorizante. Eu não sabia o que era real e o que não era", relatou Lowri, segundo o jornal The Guardian.
Recuperação e planos futuros
Após anos de terapia e medicação, Lowri conseguiu controlar a doença. Atualmente, ela não apresenta mais atividade parasitária e está livre de convulsões há dois anos. Planeja lançar um podcast sobre doenças neurológicas para conscientizar sobre os riscos de infecções parasitárias adquiridas em viagens. "Quero que as pessoas saibam que esses parasitas existem e que podem causar danos devastadores", afirmou.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a neurocisticercose é uma das principais causas de epilepsia adquirida em países em desenvolvimento, mas é rara no Reino Unido. O caso de Lowri Denman destaca a importância de medidas preventivas, como higiene alimentar e evitar consumo de carne de porco mal cozida em áreas endêmicas.



