Brasileiro em estado grave na França: família luta por repatriação
Brasileiro grave na França: família busca repatriação

O brasileiro Júlio César da Rocha, conhecido como Césinha, professor de tênis do Distrito Federal, está internado em estado grave na França há 38 dias, sendo 18 deles em coma induzido. Diagnosticado com dermatomiosite associada a pneumocistose, uma doença autoimune grave que comprometeu os pulmões, ele precisa de um transplante bilateral de pulmão, que só pode ser realizado no Brasil.

Viagem a Paris e internação repentina

Césinha, de 45 anos, viajou para Paris com a esposa Leilza Aquino para acompanhar o torneio de tênis Roland Garros. No segundo dia de viagem, antes mesmo de assistir a uma partida, ele passou mal e foi internado. O quadro se agravou rapidamente, levando à necessidade de coma induzido.

Desafios financeiros para repatriação

A família tenta repatriar Césinha, mas o seguro de viagem contratado cobre apenas US$ 100 mil do translado, enquanto o custo total é de US$ 265 mil. A diferença de US$ 165 mil equivale a quase R$ 900 mil. "Para repatriar ele, o seguro só paga 100 mil dólares. Hoje, a cotação deles, para fazer tudo isso, é de 265 mil dólares, ou seja, 100 mil dólares é com eles e 165 é pra família, quase R$ 900 mil", explicou Leilza Aquino.

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Inicialmente, o seguro negou qualquer pagamento, mas após repercussão, passou a cobrir os custos da internação. No entanto, a repatriação ainda não está garantida. Uma vaquinha virtual arrecadou cerca de R$ 100 mil até o momento.

Riscos à saúde e necessidade de transplante

"César corre risco de vida, risco de pegar mais uma bactéria porque, há quatro dias, ele já pegou mais uma, ou seja, vai ficando cada vez mais grave", afirmou Leilza. A família também se preocupa com o transplante no Brasil. "Aqui no Brasil não tem muitos lugares que tem esse equipamento e geralmente são hospitais que são especializados. A gente tem que conseguir a vaga no SUS, porque o transplante dele é bilateral, são dos dois pulmões", disse a prima Karen Gois.

Apoio consular e data simbólica

O Consulado do Brasil em Paris acompanha o caso, e o Itamaraty presta assistência consular, incluindo visitas ao hospital e apoio à família, mas não pode custear o transporte. No dia 30 de julho, Césinha completa 46 anos. "É um pedido de socorro. Salvar o meu marido, salvar a pessoa mais incrível que eu conheço", concluiu Leilza.

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