Bebês prematuros de Várzea Grande recebem Nirsevimabe contra VSR
Bebês prematuros de Várzea Grande recebem Nirsevimabe

A Prefeitura de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, iniciou a aplicação do Nirsevimabe em bebês prematuros. O medicamento oferece proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e pneumonia grave em crianças pequenas. A aplicação é realizada na Maternidade Pública Dr. Francisco Lustosa e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.

O que é o Nirsevimabe?

Segundo a prefeitura, apesar de ser conhecido popularmente como “vacina Nirsevimabe”, o medicamento não é uma vacina tradicional. Trata-se de um anticorpo monoclonal pronto, que ajuda o organismo do bebê a se proteger contra o vírus logo após a aplicação. A dose é administrada por via intramuscular logo após o nascimento ou assim que o bebê estiver clinicamente estável.

Quem pode receber o Nirsevimabe

O medicamento é indicado para bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação. Também podem receber o Nirsevimabe crianças de até 24 meses que tenham comorbidades e permaneçam vulneráveis durante uma segunda temporada de circulação do VSR. Os critérios incluem:

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  • Bebês prematuros, nascidos com menos de 37 semanas de gestação;
  • Crianças com doença cardíaca congênita com impacto no funcionamento do coração;
  • Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade;
  • Crianças com imunocomprometimento grave;
  • Crianças com fibrose cística;
  • Crianças com doenças neuromusculares;
  • Crianças com alterações congênitas das vias aéreas;
  • Crianças com Síndrome de Down.

Onde e como é feita a aplicação

A aplicação do Nirsevimabe é realizada na Maternidade Pública Dr. Francisco Lustosa e nas UBSs de Várzea Grande. A UBS Jardim Glória foi a primeira unidade, fora da maternidade, a aplicar a medicação. Segundo a Prefeitura de Várzea Grande, 19 doses já foram aplicadas em recém-nascidos prematuros na maternidade desde fevereiro. A aplicação depende da condição de saúde e do peso da criança. Alguns bebês recebem a dose ainda durante a internação, enquanto outros aguardam o ganho de peso para receber o medicamento posteriormente em uma UBS.

Impacto do VSR na saúde infantil

Dados do Ministério da Saúde indicam que o Vírus Sincicial Respiratório é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos no Brasil. Bebês menores de um ano são os mais afetados, principalmente aqueles com menos de seis meses, devido à imaturidade do sistema imunológico e à maior vulnerabilidade das vias respiratórias. O vírus costuma circular com maior intensidade nos meses mais frios do ano, principalmente durante o outono e o inverno, embora o período possa variar entre as regiões do Brasil.

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