Bebê indígena com bronquiolite é resgatada de helicóptero no Acre
Bebê indígena com bronquiolite é resgatada de helicóptero no Acre

Uma bebê indígena de apenas três meses foi resgatada pelo helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) na quarta-feira (17), após apresentar um quadro grave de complicações respiratórias na Aldeia Boa União, em Santa Rosa do Purus, interior do Acre.

De acordo com o gerente de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Cruzeiro do Sul, Giliarde Silva, a bebê apresentava sintomas compatíveis com bronquiolite. Ao chegar à aldeia, a equipe estabilizou a criança e a encaminhou para o município de Feijó.

“Nesta operação, cinco pessoas participaram: piloto comandante, copiloto, operador aerotático, médico e enfermeiro do Samu. A bebê está estabilizada no hospital, recebendo tratamento e se recuperando bem”, disse Giliarde Silva.

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O g1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) para verificar o estado de saúde da bebê e aguarda retorno.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), após passar por nova avaliação médica em Feijó, a equipe decidiu transferir a bebê para Cruzeiro do Sul, para atendimento na pediatria do Hospital do Juruá, onde a criança permaneceu sob acompanhamento especializado. A mãe acompanhou a filha durante todo o percurso.

Conforme o Samu, a ocorrência foi registrada no final da tarde de terça-feira (16), mas devido à distância entre a aldeia e a base operacional em Cruzeiro do Sul – cerca de 1 hora e 36 minutos de voo – a missão foi realizada na manhã de quarta-feira.

A Sejusp destacou que casos como o da bebê são considerados de alta complexidade e demandam transferência para centros de referência em saúde no estado. Em locais de difícil acesso, o helicóptero do Ciopaer é crucial para garantir atendimento rápido e seguro. Esta foi a 25ª missão de resgate aeromédico da equipe em 2026.

Emergência por síndromes respiratórias

Devido ao aumento de notificações e 37 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o governo do Acre decretou situação de emergência em publicação extra no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 3 de junho.

Entre janeiro e maio deste ano, o Acre soma mais de 1,3 mil notificações de casos. Foram 1.303 casos notificados até 23 de maio. Conforme a Vigilância Epidemiológica, o número de notificações neste período aumentou mais de 31% em relação a 2025, quando foram registradas 989.

De acordo com a Sesacre, crianças menores de 2 anos seguem entre os grupos que mais precisam de atenção, principalmente devido aos casos de bronquiolite associados ao vírus sincicial respiratório (VSR). Somente este ano, foram mais de 350 notificações de casos nesta faixa etária. Já entre crianças de até 9 anos e idosos acima de 60 anos, há aumento nos quadros de pneumonia e complicações respiratórias que podem exigir acompanhamento hospitalar.

Sobre as mortes, a Vigilância Epidemiológica registrou 37 óbitos por SRAG até o final de maio. Do total, 14 eram crianças, sendo 7 menores de 2 anos, com causas principais de bronquiolite e pneumonia. Onze idosos também perderam a vida por síndromes respiratórias.

Conforme o Ministério da Saúde, o Acre alcançou 80% de cobertura vacinal entre gestantes contra o VSR, principal causador da bronquiolite em bebês, e aplicou 4.735 doses do imunizante entre dezembro de 2025 e maio deste ano.

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