O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) emitiu um alerta, nesta semana, sobre o aumento significativo da presença de águas-vivas em todo o litoral de São Paulo durante o inverno. Segundo os bombeiros, o fenômeno está diretamente relacionado às mudanças nas condições oceanográficas típicas da estação, como a passagem frequente de frentes frias, alterações nos ventos, correntes marítimas e ressacas, que podem transportar esses animais para mais próximo da costa.
Fatores que contribuem para o aumento
De acordo com a corporação, outro fator relevante é a entrada de águas mais frias vindas do Sul, além da "dinâmica natural dos ecossistemas marinhos". Embora o fenômeno gere preocupação entre banhistas e moradores, os bombeiros destacam que se trata de um evento natural e sazonal, sem relação com ações humanas diretas.
Recomendações de segurança
O GBMar orienta que a população evite qualquer contato com as águas-vivas, "mesmo quando aparentarem estar mortas na faixa de areia, pois seus tentáculos podem manter a capacidade de causar queimaduras e irritações na pele". A orientação vale especialmente para crianças, que devem ser instruídas a não brincar ou manusear os animais.
Em caso de contato com águas-vivas e surgimento de dor, ardência ou irritação na pele, a recomendação é procurar imediatamente atendimento junto aos postos de guarda-vidas ou serviços de saúde. Os bombeiros informaram que não realizam um levantamento estatístico de ocorrências envolvendo águas-vivas no litoral paulista.
Cuidados ao encontrar águas-vivas
- Evite tocar nas águas-vivas, mesmo que pareçam mortas na areia;
- Oriente crianças a não brincar ou manusear os animais;
- Respeite as orientações dos guarda-vidas e a sinalização nas praias;
- Ao avistar grande quantidade de águas-vivas na água ou na areia, redobre a atenção antes de entrar no mar.
Procedimentos em caso de queimadura
- Procure imediatamente um posto de guarda-vidas ou um serviço de saúde;
- Evite esfregar a pele atingida;
- Não retire os tentáculos com as mãos desprotegidas;
- Siga as orientações dos profissionais de atendimento.
Não utilize água doce para lavar o local da queimadura, pois isso pode estimular a liberação de mais toxinas pelos tentáculos. A limpeza deve ser feita conforme orientação dos guarda-vidas ou profissionais de saúde.



