Um estudo publicado na renomada revista Alzheimer's & Dementia revela que assistir televisão com frequência durante a meia-idade pode reduzir o volume cerebral em áreas cruciais para a memória, elevando o risco de declínio cognitivo e demência. A pesquisa analisou dados de 1.700 adultos com idade média de 53 anos e constatou que o impacto negativo é mais acentuado em homens.
Detalhes do estudo e resultados
Os pesquisadores investigaram a associação entre o hábito de assistir TV e alterações estruturais no cérebro. Os participantes foram submetidos a exames de ressonância magnética e questionários sobre seu tempo de tela. Os resultados indicaram que aqueles que passavam mais horas diante da televisão apresentavam menor volume de massa cinzenta em regiões como o hipocampo, fundamental para a memória de longo prazo.
Risco aumentado para homens
Segundo os autores, o efeito deletério foi mais pronunciado no sexo masculino. "Observamos que, em homens, a associação entre tempo de TV e redução do volume cerebral era mais forte, sugerindo possível vulnerabilidade diferenciada", afirmou um dos pesquisadores responsáveis. A equipe enfatiza que o tipo de atividade sedentária importa: atividades mentalmente estimulantes, como leitura ou jogos, não apresentaram o mesmo impacto negativo.
Implicações para a saúde pública
Os achados reforçam a importância de reduzir o tempo sedentário passivo, especialmente em frente à TV, e de incentivar atividades que promovam a saúde cognitiva. "Não se trata apenas de ficar sentado, mas do que se faz enquanto se está sentado", destacou o estudo. A recomendação é que adultos na meia-idade limitem o tempo de TV e busquem alternativas que engajem o cérebro.



