Anvisa autoriza Flyttr a produzir mosquitos com Wolbachia contra dengue
Anvisa autoriza Flyttr a produzir mosquitos anti-dengue

Nova fábrica em Campinas amplia produção de mosquitos modificados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a empresa Flyttr a produzir mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, método biológico que combate a dengue, Zika e chikungunya. A nova unidade fabril, localizada em Campinas (SP), terá capacidade de produzir 190 milhões de ovos por semana – quase o dobro da capacidade atual do país. A autorização inclui também o uso de uma linhagem inédita do mosquito que resiste a altas temperaturas, ampliando a eficácia do método em regiões mais quentes.

Tecnologia Wolbachia reduz casos em até 89%

A técnica consiste na liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão dos vírus da dengue, Zika e chikungunya. Estudos realizados em cidades como Niterói (RJ) mostraram redução de até 89% nos casos de dengue. A Flyttr foi a segunda empresa autorizada pela Anvisa a produzir esses mosquitos no Brasil. A primeira, a World Mosquito Program, já opera no país, mas a nova fábrica representa um salto na capacidade produtiva.

Linhagem resistente ao calor amplia alcance

Um dos diferenciais da autorização é a aprovação de uma linhagem de Aedes aegypti que sobrevive melhor em temperaturas elevadas. Isso é crucial para o Brasil, onde grande parte do território apresenta clima tropical. A Flyttr informou que a nova linhagem foi desenvolvida para manter a estabilidade da infecção por Wolbachia mesmo em condições de calor intenso, garantindo a eficácia do método ao longo do ano.

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Impacto na saúde pública e próximos passos

Com a ampliação da produção, a expectativa é expandir o programa para mais municípios brasileiros. A dengue é uma das principais arboviroses no país, com mais de 1,6 milhão de casos prováveis em 2024, segundo o Ministério da Saúde. A Flyttr planeja iniciar a operação da fábrica em Campinas nos próximos meses, com distribuição dos ovos para centros de liberação em todo o Brasil. A Anvisa destacou que a autorização segue rigorosos critérios de biossegurança e monitoramento ambiental.

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