As dez cidades do Alto Tietê não registraram casos confirmados de sarampo em 2026, segundo levantamento realizado com as prefeituras. A região mantém a vacinação contra a doença disponível na rede pública de saúde, enquanto o estado de São Paulo voltou a registrar casos neste ano, com sete confirmações concentradas na capital e em Guarulhos.
Registro de suspeitas e descartes
Em 2025, foram registradas 26 suspeitas de sarampo na região, e três em 2026. Todas foram descartadas após investigação. A vacina é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), seguindo as recomendações do Ministério da Saúde para crianças, adultos e trabalhadores da saúde.
Situação por cidade
Arujá
A imunização contra o sarampo é oferecida durante todo o ano nas UBSs, seguindo o Calendário Nacional de Vacinação para crianças, adultos até 59 anos e trabalhadores da saúde. Segundo a Prefeitura, não houve casos confirmados em 2025 nem em 2026. As notificações suspeitas passaram por investigação, mas todas foram descartadas.
Biritiba-Mirim
Moradores de nove meses a 59 anos podem receber a vacina nas salas de vacinação do município, conforme o calendário nacional. A cidade informou que não registrou casos suspeitos ou confirmados da doença.
Ferraz de Vasconcelos
Quem tem a partir de 1 ano pode procurar qualquer UBS para receber a vacina, sem necessidade de agendamento. Em 2026, Ferraz de Vasconcelos não notificou suspeitas. No último ano, foram dez registros, mas todos acabaram descartados.
Guararema
A vacinação é feita nas UBSs Lambari e Jardim Dulce e no Centro de Especialidades de Saúde e Apoio à População (Cesap). O esquema segue as orientações do Ministério da Saúde. A cidade teve uma suspeita em 2025 e outra em 2026, ambas descartadas.
Itaquaquecetuba
As UBSs oferecem a vacina de segunda a sexta-feira, com algumas unidades em locais ou horários diferenciados. Em 2026, Itaquaquecetuba registrou duas suspeitas descartadas. No ano passado, foram 13 notificações, também sem confirmação.
Mogi das Cruzes
A imunização está disponível em todas as UBSs e Unidades de Saúde da Família (USFs). A orientação é manter a carteira de vacinação atualizada, principalmente antes de viagens internacionais. A Prefeitura destaca que Mogi não registra casos de sarampo desde 2012. Mesmo sem ocorrências, a cidade reforçou o alerta após o aumento de casos no estado.
Poá
Todas as UBSs aplicam a vacina em pessoas de 12 meses a 59 anos. Em 2026, não houve notificações. Já em 2025, duas suspeitas foram investigadas e descartadas.
Salesópolis
A aplicação do imunizante é feita nas unidades de saúde do Centro e do distrito dos Remédios, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. A Prefeitura informou que não registrou casos nem suspeitas da doença em 2025 e 2026.
Santa Isabel
Os moradores podem procurar qualquer uma das 12 unidades de saúde para receber a vacina. Duas delas funcionam com horário estendido até às 19h: a UBS I Prefeito Ilário Dassiê (Brotas) e ESF Jardim Eldorado. O município informou que não teve casos confirmados de sarampo em 2025 e 2026.
Suzano
A campanha de vacinação ocorre nos 24 postos de saúde durante a semana. Aos sábados, a imunização também é oferecida na UBS Prefeito Alberto Nunes Martins (CS II). Segundo a Prefeitura, não houve casos nem suspeitas da doença em 2025 e 2026. A vacina é indicada para pessoas de 1 a 59 anos, conforme o calendário do Ministério da Saúde.
O que diz o Ministério da Saúde
Segundo o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. Apesar dos avanços da vacinação, o sarampo continua sendo um desafio para a saúde pública, principalmente em locais onde a cobertura vacinal está abaixo do recomendado. A doença pode causar complicações graves, especialmente em crianças e pessoas com a imunização incompleta. Os primeiros sintomas, como febre, tosse, coriza e manchas vermelhas na pele, podem ser confundidos com outras infecções virais. Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce e da vacinação, considerada a principal forma de prevenir novos casos e evitar surtos.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo e faz parte do calendário de rotina do Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização é indicada para todas as pessoas entre 12 meses e 59 anos de idade. Em situações de surto, as estratégias de vacinação podem ser ampliadas, incluindo crianças entre 6 e 11 meses, conforme a situação epidemiológica da região. Quem não foi vacinado ou está com o esquema incompleto deve procurar uma unidade de saúde para iniciar ou completar a vacinação.
Atualmente, o SUS disponibiliza duas vacinas para proteção contra a doença: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que também inclui proteção contra a varicela (catapora).



