Adiada quinta cirurgia de separação das gêmeas siamesas Heloísa e Helena
Adiada cirurgia de separação das gêmeas siamesas Heloísa e Helena

A equipe do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) confirmou o adiamento da quinta cirurgia de separação das gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos, que nasceram unidas pela cabeça. O procedimento estava previsto para este fim de semana, mas foi suspenso após uma das crianças apresentar um quadro respiratório inadequado para a cirurgia. A suspeita é de que o problema tenha sido provocado pelas condições climáticas dos últimos dias.

Nova data depende da recuperação

Em nota, a equipe do professor Jayme Farina Junior informou que as gêmeas seguem em acompanhamento médico e uma nova data para a cirurgia será definida após a recuperação do quadro clínico. Naturais de São José dos Campos (SP), Heloísa e Helena já passaram por quatro intervenções cirúrgicas. A mais recente foi realizada em março deste ano e durou cerca de seis horas. O procedimento adiado seria o quinto e último necessário para concluir a separação das irmãs.

Histórico das cirurgias

O primeiro dos cinco procedimentos foi realizado em agosto do ano passado. As gêmeas passaram por uma série de exames desde 2024, quando teve início o planejamento das cirurgias. A segunda intervenção ocorreu em novembro de 2025 e durou cerca de dez horas. As meninas receberam alta hospitalar após 19 dias de internação. A terceira etapa foi realizada em 28 de fevereiro e levou aproximadamente sete horas. Já a quarta cirurgia aconteceu em 21 de março e durou cerca de seis horas.

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Expectativa do pai

Pai das crianças, Amarildo Batista da Silva acompanha as filhas desde a primeira cirurgia e disse que aguarda com expectativa o momento em que elas poderão se ver e brincar juntas. "Não vejo a hora. É sempre com aquele medo [da próxima cirurgia], mas medo faz parte da vida. Elas precisam muito dessa separação para poder ver o rostinho uma da outra, poder brincar", afirmou.

Centro de referência

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto se tornou, nos últimos anos, referência nacional em cirurgias de separação de gêmeos unidos pela cabeça. O primeiro caso foi em 2018, quando a equipe do neurocirurgião Hélio Rubens Machado separou as gêmeas Maria Ysadora e Maria Ysabelle, em um caso inédito no Brasil. O último procedimento, que separou em definitivo as irmãs Allana e Mariah, aconteceu em agosto de 2023. O caso das gêmeas Heloísa e Helena é o terceiro realizado pelo hospital.

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