Mariam Cissé, uma jovem de pouco mais de 20 anos conhecida por seus vídeos no TikTok, foi sequestrada e executada a tiros em uma praça pública em Tonka, no norte do Mali, na sexta-feira (7). Ela foi morta por supostos jihadistas que a acusaram de colaborar com o exército malinês.
Segundo familiares, a influenciadora foi levada de um mercado em Tonka no dia 6 de novembro. No dia seguinte, foi conduzida a uma praça da cidade e executada. O tio de Mariam, que testemunhou o ocorrido, afirmou que os terroristas a viram filmando e pensaram que ela os espionava.
Mariam tinha mais de 90 mil seguidores no TikTok, onde postava vídeos sobre sua cidade natal. Em algumas publicações, aparecia vestida com uniforme militar e fazendo continência, demonstrando apoio ao Exército do Mali.
O caso ocorre em meio a uma crise de segurança no país, agravada por bloqueios impostos pelo Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda. Desde setembro, o grupo impede a entrada de caminhões de combustível, visando estrangular a economia do Mali, que não tem saída para o mar e depende de importações.
A execução gerou indignação no país, governado por uma junta militar. A situação remete ao período de 2012, quando o norte do Mali esteve sob controle islamista, com severas restrições a mulheres. Atualmente, vastas áreas estão fora do controle do Estado, que concentra forças em torno da capital, Bamako, para garantir a segurança do regime.



