SP e São José assinam convênio de R$ 9,3 mi para galeria pluvial
SP e São José firmam convênio de R$ 9,3 mi para galeria pluvial

O Governo de São Paulo e a Prefeitura de São José dos Campos assinaram, nesta quinta-feira (19), um convênio de R$ 9,3 milhões para a construção de uma nova galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial. No local, duas crateras provocaram a interdição de imóveis neste ano. O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PDS), esteve presente na assinatura.

Detalhes do convênio

Do valor total, R$ 7,8 milhões serão repassados pelo governo estadual e aproximadamente R$ 1,5 milhão será investido pela prefeitura. De acordo com a administração municipal, a obra tem prazo de execução de oito meses. O repasse estadual será feito conforme o avanço dos serviços e a medição das etapas executadas.

Segundo o prefeito Anderson Farias (PSD), a intervenção não prevê a recuperação da galeria rompida, mas sim a implantação de uma nova rede para solucionar de forma definitiva os problemas de erosão registrados no local.

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Obras complementares

O convênio complementa uma obra que já está em andamento. Em abril, a prefeitura contratou uma empresa para executar a construção da nova galeria por R$ 6,7 milhões. O investimento total inclui ainda serviços de recomposição do pavimento, recuperação de bocas de lobo e outras intervenções complementares.

A prefeitura informou que apenas uma residência segue desocupada por causa das obras. As demais famílias que precisaram deixar os imóveis após a abertura das crateras já retornaram para casa.

Histórico das crateras

O trecho da Rua Felisbina de Souza Machado enfrenta problemas de erosão há cerca de 15 anos, mas a situação se agravou neste ano. A primeira cratera surgiu em 27 de janeiro, quando um caminhão carregado com aproximadamente 10 toneladas de blocos de concreto foi engolido pelo buraco.

Dias depois, em 7 de fevereiro, uma segunda erosão se abriu a cerca de 250 metros do primeiro ponto afetado. O segundo desabamento levou à interdição de quatro casas e do Residencial Jardins de Sevilha, prédio com 34 apartamentos, localizado ao lado da erosão. Ao todo, 156 pessoas precisaram deixar os imóveis. Desde então, a área permanece interditada e sob monitoramento.

Nesta semana, uma das crateras na Rua Felisbina de Souza Machado registrou um novo afundamento, conforme mostrado em vídeo.

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