Em fevereiro de 2007, a comerciante Rosa Fernandes viveu um dos momentos mais trágicos de sua vida. Ela estava com os filhos Aline, de 13 anos, e João Hélio, de 6, quando foi abordada por três homens armados enquanto parava em um sinal de trânsito no bairro de Osvaldo Cruz, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Os criminosos retiraram Rosa e a filha do veículo. Ao tentar soltar o cinto de segurança do menino no banco de trás, os assaltantes arrancaram com o carro antes que ela conseguisse retirá-lo. João Hélio ficou preso pelo cinto do lado de fora e foi arrastado por cerca de 7 km durante aproximadamente 10 minutos, passando por oito ruas e um viaduto.
Moradores que presenciaram a cena pediram desesperadamente que os bandidos parassem, mas sem sucesso. Os criminosos só pararam o veículo ao chegar a uma rua sem saída, na Caiari, e fugiram a pé por uma escadaria. O corpo do menino foi encontrado no local.
O crime gerou forte comoção popular e manifestações por justiça. O Disque Denúncia recebeu várias ligações que levaram à rápida localização dos suspeitos. Ao todo, quatro homens e um adolescente foram responsabilizados. Os adultos foram julgados em menos de um ano e condenados por latrocínio, com penas que chegaram a 45 anos de prisão. O menor cumpriu medida socioeducativa de três anos.
Rosa Fernandes, ainda marcada pelo trauma, relembra o ocorrido como um pesadelo. Ela destaca a dor de perder o filho de forma tão violenta e a luta por justiça que se seguiu. O caso João Hélio entrou para a história como um dos crimes mais chocantes do Rio de Janeiro.



