O lutador e professor de jiu-jitsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, foi transferido do Amazonas para São Paulo nesta quinta-feira (7), conforme informou a Polícia Civil do estado. Ele estava preso desde o fim de abril, após denúncias de abuso sexual envolvendo ao menos três vítimas, entre elas uma adolescente de 17 anos.
A prisão temporária foi decretada pela Justiça após investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. Melqui foi preso em Manaus e, até a transferência, esteve detido em uma cela especial na Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas, por ser também policial civil. A transferência foi autorizada pela Justiça a pedido da PC-AM.
As investigações apontam que o caso começou com a denúncia de uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, que relatou atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva no exterior. A vítima, que mora nos Estados Unidos, foi ouvida pelas autoridades junto com familiares. A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) reuniu relatos de ao menos três vítimas e uma gravação em que o investigado supostamente admite indiretamente os fatos e tenta impedir o avanço do caso com promessa de compensação financeira.
Durante a investigação, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados. Em um dos relatos, a vítima afirmou ter 12 anos à época dos fatos. A polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Melqui em Jundiaí, interior de São Paulo.
Melqui Galvão é faixa preta e treinador de jiu-jitsu, responsável por uma academia na Zona Norte de Manaus. Ele também atuava como instrutor de defesa pessoal na Polícia Civil do Amazonas, onde era servidor efetivo lotado no setor de capacitação. Diante da gravidade das denúncias, foi afastado cautelarmente das funções até a conclusão das investigações.



