O julgamento do tenente da Polícia Militar Henrique Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, teve início nesta quarta-feira (12) no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O crime ocorreu em 7 de agosto de 2022, durante um show de pagode no Clube Sírio, na Zona Sul da capital. O policial estava de folga e sem uniforme.
O júri popular começou às 11h15 e, no primeiro dia, foram ouvidas duas testemunhas de acusação. O julgamento será retomado na quinta-feira (13) com mais depoimentos, e a previsão do Tribunal de Justiça é que termine até sexta-feira (14), quando ocorrerá o interrogatório do réu. Ao todo, serão ouvidas nove testemunhas, além do acusado.
Henrique Velozo está preso preventivamente no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte, e responde por homicídio doloso triplamente qualificado: motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público espera uma condenação de pelo menos 20 anos de prisão.
A defesa do policial alega que ele agiu em legítima defesa, após ser ameaçado por Leandro e seus amigos. O advogado Claudio Dalledone Júnior afirmou que o cliente foi provocado e atacado, e que não houve execução. A acusação, por sua vez, planeja apresentar um vídeo produzido por inteligência artificial simulando a versão dos fatos sustentada pela família da vítima.
O julgamento sofreu dois adiamentos anteriores: um em maio de 2025, por cerceamento de defesa, e outro em agosto, após um bate-boca entre o Ministério Público e a defesa. Sete jurados, sendo cinco mulheres e dois homens, decidirão pela condenação ou absolvição, e a sentença será proferida pela juíza Fernanda Jacomini.



