Júri de PMs por morte de adolescente na Cidade de Deus é adiado
Júri de PMs por morte de adolescente na Cidade de Deus é adiado

O julgamento dos policiais militares Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria, acusados de matar o estudante Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, foi adiado. O júri popular estava previsto para esta terça-feira (10), mas foi suspenso após divergências sobre uma prova apresentada pela Defensoria Pública do Rio.

Thiago foi morto a tiros durante uma operação na Cidade de Deus, Zona Sudoeste do Rio, em 2023. Os PMs são acusados de homicídio e fraude processual. Segundo a denúncia, eles estavam em um carro particular usado em uma operação ilegal, chamada de Tróia. Os policiais alegaram que Thiago portava uma arma e teria disparado contra eles, mas a família e testemunhas negam confronto.

O pai de Thiago, Diego Flausino, afirmou que a família espera a condenação dos policiais. Antes do adiamento, familiares e representantes de movimentos contra a violência policial realizaram uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Rio. A mãe do adolescente, Priscila Menezes, chegou a desmaiar com a notícia do adiamento.

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Durante a investigação, ficou comprovado que Thiago levou três tiros: um na parte traseira da perna, um nas costas e outro que perfurou as duas canelas. O laudo de exame de local do homicídio não encontrou vestígios de que Thiago tenha disparado contra os agentes. Os PMs também são acusados de manipular a cena do crime e plantar uma pistola 9 mm para sustentar a versão de confronto.

Além de Diego e Aslan, respondem por fraude processual os cabos Silvio Gomes Santos e Roni Cordeiro de Lima, e o capitão Diego Geraldo Rocha de Souza. Silvio e Roni também foram denunciados pelo homicídio, mas a juíza Elizabeth Machado Louro entendeu que não havia indícios suficientes de autoria e não os levou a júri popular.

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