Inaugurado hospital com 23 leitos SUS em Campinas
Inaugurado hospital com 23 leitos SUS em Campinas

O Hospital São Leopoldo Mandic foi inaugurado nesta segunda-feira (13) em Campinas (SP), com 23 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade, localizada na Casa de Saúde, no Centro, oferecerá cirurgias e internações de média complexidade, com previsão de começar a receber pacientes até a próxima segunda-feira (20). O objetivo é ampliar a oferta de atendimento de média complexidade e reduzir a demanda sobre hospitais de alta complexidade da região, como o Hospital PUC-Campinas e o Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp.

Expansão prevista para 72 leitos

A unidade inicia com 23 leitos, mas a previsão é chegar a 72 leitos nos próximos 60 a 90 dias, incluindo nove vagas de UTI e sete salas de centro cirúrgico. A estrutura não contará com pronto-socorro nem atendimento direto; os pacientes serão encaminhados pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS), do estado. Além disso, há um projeto futuro para criar outros 180 leitos para o SUS.

Contexto de superlotação na rede

A rede hospitalar de Campinas enfrenta episódios recorrentes de sobrecarga. Em 18 de junho, o pronto-socorro adulto da PUC-Campinas operava com 370% de superlotação, e o HC da Unicamp tinha pacientes acomodados fora dos leitos. Na ocasião, o governo estadual informava estar em “tratativas finais” para contratar 100 novos leitos na Casa de Saúde São Leopoldo Mandic, convênio publicado em 8 de junho, mas as vagas ainda não estavam disponíveis.

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Guilherme Succi, diretor de medicina do Grupo São Leopoldo Mandic, afirmou: “Tem um trâmite dentro da Secretaria para que as internações comecem a acontecer. Mas, na nossa expectativa, no máximo até a próxima segunda-feira, dia 20 de julho, começam as internações efetivamente aqui no hospital. Mas, por nós, elas podem acontecer desde agora.”

Atendimento referenciado pela CROSS

O hospital não terá pronto-socorro nem receberá pacientes por demanda espontânea. Todos os atendimentos serão via CROSS. “Esse aqui é um hospital referenciado, então todos os pacientes serão remetidos a esse hospital através da Central de Regulação do Estado, que é a CROSS. Então, o paciente não consegue vir diretamente aqui. Não temos pronto-socorro”, frisou Succi.

Projeto de expansão de 180 leitos depende de apoio público

José Luiz Cintra Junqueira, diretor-geral da Faculdade São Leopoldo Mandic e presidente do hospital, destacou que a expansão para 180 leitos adicionais depende de apoio do poder público. “Uma coisa importante é dizer que é um projeto de expansão. O projeto de expansão está no nosso horizonte, a criação de mais 180 leitos de SUS. Para isso, nós precisamos da coragem dos nossos gestores do Estado, do município e da federação”, afirmou.

“Saúde custa caro. Saúde é vida. Nosso hospital é filantrópico, vamos deixar claro, é um hospital filantrópico. Nós não visamos nenhum lucro. Nós também não podemos ter prejuízo, senão ele não se sustenta”, destacou Junqueira.

Vera Cruz continua operando separadamente

O Vera Cruz continuará funcionando na Casa de Saúde, mas como dois hospitais separados. Segundo Succi, “a operação do Vera Cruz continua, são dois hospitais separados funcionando no mesmo prédio. O Vera Cruz continua com a operação deles, atendendo pacientes de convênio, e a São Leopoldo Mandic entra com um novo hospital nessa estrutura exclusiva para o SUS.”

O novo hospital terá corpo clínico próprio, formado principalmente por profissionais ligados à Faculdade São Leopoldo Mandic, entre professores, médicos residentes e ex-alunos. A unidade é o primeiro hospital da rede em Campinas.

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